O outro lado da notícia - Por Osvaldo Bertolino



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Escrito por Osvaldo Bertolino às 21h54
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Chávez defende "uma nova época pós-Bretton Woods"

 

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu "uma nova época pós-Bretton Woods" para pôr fim às crises financeiras, como a atual, pela qual responsabilizou os Estados Unidos e o sistema capitalista.

"Acho que deveríamos buscar uma época, uma nova época pós-Bretton Woods", disse Chávez.

Sobre as conseqüências da crise financeira atual, o presidente venezuelano explicou que "exatamente no fim da Segunda Guerra Mundial os países poderosos do mundo impõem esse modelo de Bretton Woods e, por respeito, ou por temor dos Estados Unidos (...), deu-se a primazia do dólar para tudo o que é a economia internacional".

"E os Estados Unidos não souberam agir com responsabilidade perante o planeta, tendo esse poder nas mãos, a hegemonia do dólar. E o que fizeram? Emitir moeda e moeda, atrás de moeda, sem sustentação real na economia", enfatizou Chávez.

Ao término da Segunda Guerra Mundial, os acordos de Bretton Woods traçaram as linhas gerais do sistema financeiro internacional.

Chávez, segundo o qual "na Venezuela não temos esses problemas", afirmou que "a causa da crise é a irresponsabilidade do sistema capitalista" e criticou o plano de resgate do governo do presidente George W. Bush.

"Não acho que a crise se resolva dessa maneira", afirmou Chávez.

Ele disse que o sistema econômico não pode funcionar sem regulação, classificando como "uma farsa" a idéia da "mão invisível do mercado que tudo regula".

"Quando um sistema perde capacidade de regulação, deixa de ser um sistema", disse Chávez.

O presidente venezuelano defendeu o fim do "fundamentalismo de mercado", considerando que este é o momento de debater idéias.

Recordando uma conversa que manteve com o líder revolucionário cubano Fidel Castro, Chávez disse que concorda com ele que apesar da crise energética, alimentar, económica e financeira a maior das crises é a das "ideias".

"Vivam as ideologias, viva a política, a boa política", salientou, considerando que "o fim da política seria o fim do mundo".

"A política faz falta", acrescentou, ressaltando a necessidade de cada vez mais existirem "líderes verdadeiramente políticos, povos e sociedade politizadas", porque isso significa que estão "conscientes da realidade".

Chávez também falou das relações de seu país com o mundo.

"Queremos ser um amigo do mundo, de todo o mundo. Respeitamos qualquer concepção política, ideológica, étnica ou religiosa e só esperamos que nos respeitem. Para que respeitem a dignidade da nossa pátria somos radicais", disse.

E fez uma breve reflexão sobre os caminhos a seguir. 

Para ele, o socialismo, por si só, "não é a solução para o fracasso do capitalismo".

"É necessário um equilíbrio geo-estratégico mundial. Há novos pólos que estão nascendo e se desenvolvendo. A China, a Rússia, o Brasil, a América do Sul e a Europa do Sul. Estamos (a Venezuela) cavalgando a onda dos acontecimentos mundiais e esta é a oportunidade para afastar aqueles que desejam um mundo unipolar", afirmou Chavez.

O presidente venezuelano também comentou a realização de exercícios navais militares conjuntos com a Rússia, sublinhando que não se trata de uma provocação aos Estados Unidos.

"É no mar do Caribe e esse mar não pertence aos Estados Unidos, exceto uma parcela da região, em Porto Rico", disse Chávez, destacando que a Venezuela já efetuou idênticas manobras com as marinhas da Holanda, Brasil e Argentina.

Ele também disse que concordou com o presidente francês Nicolai Sarkozy sobre a convocação de uma reunião internacional, "mas que não fique no grupo dos oito (G-8, os países mais industrializados do mundo mais a Rússia)".

"O Sul não existe? A África não existe? A América Latina não existe?", questionou Chávez.

"Queremos a paz. Quem quer a guerra são os outros", disse, recorrendo aos ideais de Simon Bolívar.

"O equilíbrio do universo faz-se através da amizade", afimou, citando Bolívar.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h55
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Orlando Silva apóia "movimentação" de petistas no RJ

O ministro do Esporte, Orlando Silva, se disse satisfeito com a "movimentação" de alguns petistas em favor da candidata do PCdoB à Prefeitura do Rio, Jandira Feghali, já no primeiro turno.

Apesar de o PT ter candidato próprio, o deputado estadual Alessandro Molon, o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, e o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Faria, estudam uma forma de manifestar apoio à candidata, para tentar levar um partido de esquerda ao segundo turno.

Para evitar um confronto direto com Molon, o ministro e o prefeito discutiram uma declaração genérica, pregando um "voto progressista" no candidato "com mais chance de vitória".

A última pesquisa do Ibope apontou 9% para Jandira, e 4% para Molon.

"Nós do PCdoB acompanhamos com interesse a movimentação de setores do PT porque vemos uma preocupação de não ter ninguém da esquerda no segundo turno. No Rio, ficou um mal estar porque todos sabem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva queria a candidatura da Jandira numa união da esquerda", afirmou Orlando Silva, que tirou férias para rodar o país em campanha.

Nos últimos dias, o ministro e o prefeito têm manifestado preocupação com a possibilidade de o segundo turno ser disputado no Rio entre o líder das pesquisas, Eduardo Paes, do PMDB, e o candidato do PRB, Marcelo Crivella, ou o do PV, Fernando Gabeira, em coligação com o PSDB.

Lindberg tem o PCdoB entre os partidos de sua coligação e já contou com a ajuda de Jandira na campanha em Nova Iguaçu.

Ela gravou depoimentos para o programa dele.

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A mais recente notícia negativa das eleições no Rio de Janeiro é a subida de Gabeira.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h55
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Cuba e Brasil ampliam cooperação em dez setores

Cuba e Brasil ampliaram sua cooperação em dez setores econômicos, com a conclusão em Havana de uma reunião bilateral que examinou a colaboração até o ano de 2009.

O Brasil se tornou o segundo maior parceiro comercial latino-americano de Cuba, atrás da Venezuela, com um intercâmbio que superou 450 milhões de dólares em 2007, segundo dados oficiais.

"Estamos buscando novas idéias, novos campos onde possamos cooperar", disse Andréia C. Regueira, coordenadora para a colaboração técnica entre países "em desenvolvimento" e chefe da delegação do Brasil que foi a Havana.

Brasil e Cuba reforçaram sua assistência nos setores de agricultura, pesca, aquicultura, mineração, recursos hídricos, saúde, tecnologia da informação e meio ambiente, entre outros, segundo a agência de noticias Prensa Latina.

"Nossos projetos são sempre de capacitação, têm a ver com a formação de recursos humanos, sem nenhum objetivo comercial", disse Regueira.

Orlando Requeijo, vice-ministro cubano para Investimentos Estrangeiros e Colaboração Econômica, disse que foram firmados também convênios para as áreas bancária, geológica e de produção de soja.

Especialmente na geologia, o vice-ministro Requeijo salientou "o trabalho muito exitoso que já completa dez anos".

Em janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Cuba e firmou convênios de cooperação agrícola, farmacêutica e energética, entre outros.

Em agosto, depois dos furacões Gustav e Ike, o governo brasileiro foi um dos primeiros a oferecer ajuda humanitária a Cuba, com 15 toneladas de alimentos.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h54
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Mulher assume direção de jornal fundado por Gramsci

Concita de Gregorio, que ficou famosa à frente do jornal La Repubblica, assumiu a direção do mítico jornal do Partido Comunista Italiano, o L'Unità, fundado pelo filósofo Antonio Gramsci em 1924.

É a primeira mulher a assumir o posto na Itália.

"Vivemos no eterno presente, sem memória e sem perspectivas. Só pensamos em nós mesmos", afirmou ela ao jornal espanhol El Mundo.

"É um problema estrutural. Temos medo: do outro, de perder, de não sermos fortes. E o medo transformou-se numa indústria. Esse é o nosso consenso: o medo", afirmou Concita.

A esquerda também não está confortável no mundo real, afirmou, por que "está mudando de era, passando pela fase pós-ideológica, tentando entender a realidade".

Segundo ela, a esquerda está há 30 anos numa "jaula ideológica, opinando sobre qualquer coisa, seja o que for, com preconceitos e de orelhas tapadas".

Talvez tenha sido por isso que Concita de Gregorio aceitou a proposta de Renato Soru, fundador da Tiscali, uma operadora de Internet, e governador da Sardenha, para dirigir o L'Unità, especula o jornal espanhol.

De Soru, um dos homens mais ricos do mundo segundo a revista norte-americana Forbes, diz ser um "empreendedor muito moral, fora de moda e pouco falador, um anti-italiano".

A jornalista de 43 anos afirma que não aceitou o cargo "para fazer carreira, nem pelo dinheiro, nem para gritar", mas "para baixar o tom de voz, para falar das coisas reais, e para tentar explicar onde está a substância e onde estão os truques".

"Já chega de opinião, agora precisamos de fatos", escreveu Concita de Gregorio no seu primeiro editorial do L'Unità.

A escolha da jornalista para dirigir o diário foi uma surpresa para muitos italianos, pouco habituados a ver mulheres em posições de comando.

"Aposto que agora vamos ver muitas receitas simples para mães trabalhadoras, e conselhos sobre como se comportarem como prostitutas quando os maridos chegarem em casa", escreveu no diário de direita Il Giornale o italiano Paolo Guzzanti, um colunista e jurista conservador.

Sobre os rumos do jornal, Concita de Gregorio garante que "vai ser diferente" porque é preciso "indicar caminhos", "outras vias", que permitam chegar a "outros mundos possíveis".

Ela também disse que aposta no jornal impresso. 

"Os jornais são objetos insubstituíveis, cuja lentidão é uma garantia para se dizer a palavra justa e profunda, um antídoto para este tempo veloz em que a objetividade está morta", pregou.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h54
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Portugal e Venezuela celebram acordos de cooperação

Portugal e Venezuela assinaram no sábado (27) acordos de cooperação para o desenvolvimento conjunto de projetos na área da eletricidade, numa cerimônia presidida pelo primeiro-ministro português, José Sócrates, e pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O primeiro memorando, de carácter institucional, diz respeito aos mecanismos de entendimento entre os dois países ao nível da cooperação de bens e equipamentos do setor eléctrico.

Depois, também na área da energia, foram fechados mais seis memorandos de carácter empresarial, envolvendo a Corporação Elétrica Nacional da Venezuela e as empresas portuguesas EDP, Efacec, Janz, Instituto de Soldadura e Qualidade, Cabelte e Electricidade Industrial Portuguesa.

Na cerimónia presidida por Sócrates e Chavez, os acordos mais importantes entre os dois países dizem respeito à venda de um milhão de computadores Magalhães e à construção de 50 mil unidades de habitação social na Venezuela.

Deste um milhão de computadores, 500 mil serão montados numa segunda fase na Venezuela.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h53
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Rússia planeja atualizar seu sistema nuclear

O presidente russo, Dmitri Medvedev, anunciou planos de atualizar seu sistema nuclear até 2020, o que incluiria um sistema de defesa espacial e novos submarinos nucleares.

"É necessário garantir um sistema de dissuasão nuclear para várias circunstâncias políticas e militares, até 2020", disse Medvedev a chefes militares russos, depois de um exercício militar em Orenburg, na região dos Urais.

"Planeja-se a construção em larga escala de novos tipos de navios de guerra, especialmente submarinos nucleares armados com mísseis cruzadores e submarinos multipropósito. Um sistema de defesa aéreo e espacial também será criado", disse Medvedev.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h53
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Lula, Correa, Chávez e Morales se reúnem em Manaus

O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse que na próxima terça-feira viajará a Manaus para se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros presidentes sul-americanos para discutir um projeto de interconexão viária na região.

O encontro foi convocado por Lula, que também convidou os presidentes boliviano, Evo Morales, e o venezuelano, Hugo Chávez, ressaltou Correa em seu programa semanal de rádio.

Correa explicou que a reunião servirá para analisar a extensão do projeto que chamou de "Eixo Multimodal Manta-Manaus", um plano de interconexão viário entre Brasil e Equador.

O projeto tenta unir a cidade portuária de Manos, no litoral do Equador, com a de Manaus, mediante a construção de estradas, aeroportos, portos e vias fluviais na bacia amazônica.

Correa reiterou que o projeto pode se estender em direção a Venezuela e Bolívia, para unir toda a região pela zona central da América do Sul.

A extensão do plano de interconexão transformaria Manaus em "um cruzamento de caminhos em nível regional", ressaltou Correa.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h53
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EUA punem Bolivia com suspensão de "benefícios tarifários"

Os Estados Unidos iniciaram no sábado (27) o processo para suspender os "benefícios tarifários" à Bolívia por sua "falta de cooperação contra o tráfico de drogas", uma medida que, previsivelmente, agravará a tensão bilateral.

Esse programa, conhecido como Lei de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas (ATPDEA, em inglês), permite a entrada de grande parte dos produtos bolivianos no maior mercado do mundo sem o pagamento de impostos alfandegários.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou a medida em uma declaração enviada à representante de Comércio Exterior norte-americana, Susan Schwab.

"As ações recentes da Administração de (Evo) Morales em relação à cooperação no combate contra os narcóticos não são as de um aliado, e não cumprem as normas deste programa", disse Schwab em comunicado.

O fim do programa e a alta das taxas alfandegárias não será imediato.

Após a publicação de um aviso no diário oficial dos Estados Unidos, será aberto um período de comentários públicos de 30 dias e, posteriormente, haverá uma audiência pública, cuja data ainda não foi determinada, informou Gretchen Hamel, uma porta-voz do escritório de Schwab.

Só então o presidente poderá suspender o programa, para o que não requer a autorização do Congresso, segundo Hamel.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h52
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Equador pode abrir processos contra dívidas ilegítimas

O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse que pode abrir processos internacionais contra dívidas externas ou empréstimos repletos de irregularidades.

"Contratamos uma firma de advocacia para analisar a possibilidade de ação legal em âmbito internacional", disse Correa.

No início da semana, Correa reviu um relatório que determina quais dívidas podem ser consideradas ilegítimas.

Correa explicou que as dívidas ilegítimas como créditos contratados por governos anteriores em termos injustos, que podem ainda estar manchados pela corrupção.

Correa reiterou sua promessa de limitar o pagamento de dívidas se seu governo enfrentar uma situação fiscal difícil e faltarem recursos para financiar programas sociais para os pobres.

"Em nosso discurso de campanha, sempre dissemos que vamos pagar as dívidas de acordo com as possibilidades de nosso país", disse Correa.

"Mas se essas possibilidades não existirem, vamos priorizar nossa dívida social", destacou.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h52
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Rússia propõe à ONU cúpula de segurança européia

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, sugeriu a realização de uma "cúpula pan-européia" para examinar a proposta de se criar um novo sistema de segurança coletiva na Europa.

"A atual arquitetura de segurança na Europa não passou nos testes de solidez nos acontecimentos recentes", afirmou o chanceler russo, em um discurso na Assembléia-Geral das Nações Unidas, referindo-se à crise georgiana.

Lavrov evocou a proposta do presidente russo, Dmitri Medvedev, sobre um tratado de segurança européia, sugerindo que seja submetida à análise "durante uma cúpula pan-européia".



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h51
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Paises ibero-americanos discutem maio ambiente no Paraguai

Representantes de vários países se reunirão neste domingo (28) em Assunção para o VIII Foro Ibero-americano de Ministros do Meio Ambiente.

De acordo com a organização, o foro será realizado em um hotel da capital paraguaia e se estenderá até a próxima terça-feira.

Qualidade ambiental, recursos hídricos, diversidade biológica e mudança climática serão os principais temas do encontro.

Estão confirmadas as presenças de delegações de Espanha, Portugal, Uruguai, Chile, Cuba, Colômbia, México, Panamá, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Guatemala, e Andorra.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h51
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Lula assina Acordo Ortográfico na ABL na segunda

O Portal Comunique-se informa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar quatro decretos de promulgação do Acordo Ortográfico dos Países de Língua Portuguesa na próxima segunda-feira (29/09), no Salão Nobre do Petit Trianon, na Academia Brasileira de Letras (ABL).

O evento está marcado no dia em que a morte de Machado de Assis completa 100 anos.

"Com esses atos, Machado de Assis será duplamente exaltado: de um lado, a Academia lhe rende a mais expressiva homenagem neste ano em que celebramos o centenário de sua morte com dezenas de realizações, entre as quais exposição sobre sua vida e obra já visitada por milhares de pessoas, na sua maioria estudantes. E de outro, a assinatura pelo presidente Lula dos decretos que promulgam o Acordo Ortográfico dos sete países lusófonos, ato que concretiza uma aspiração de Machado, no discurso de encerramento do ano acadêmico de 1897: A Academia buscará ser a guardiã de nosso idioma, fundado em suas legítimas fontes - o povo e os escritores, todos os falantes de língua portuguesa", comemorou o presidente da ABL, Cícero Sandroni.

Confirmaram presença os ministros Fernando Haddad (Educação), Juca Ferreira (Cultura), o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, além dos Embaixadores e Cônsules de Portugal, Angola e Moçambique.

O acadêmico Eduardo Portella será o orador oficial da solenidade.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h50
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Presidente da ABL diz que Brasil não tem liberdade de imprensa

Está no Portal Comunique-se

"No Brasil não existe liberdade de imprensa, existe liberdade de empresa", afirmou o presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Cícero Sandroni, no encerramento do seminário "Brasil, brasis – liberdade de expressão: base da democracia", realizado na sede da ABL na noite desta quinta-feira (25/09). Todos os debatedores defenderam a liberdade de imprensa, mas levantaram problemas que ela enfrenta para a sua plena consolidação no país.

Sandroni argumentou que nos seus 50 anos de jornalismo percebeu que, por causa de pressões dos conglomerados econômicos e do Estado, o jornalista não possui liberdade de expressar seu pensamento, mas apenas cumpre pautas que se alinhem com os interesses dos financiadores dos veículos de comunicação.

"Eu acho até natural que os meios de comunicação defendam os interesses dos grupos que os financiam, mas não é aquela liberdade de imprensa que gostaríamos que existisse", avaliou Sandroni.

Bucci critica influência da publicidade

A mesma linha de pensamento foi apresentada pelo ex-presidente da Radiobrás Eugênio Bucci. Ele criticou o poder exercido pela publicidade, principalmente dos governos, nos veículos de comunicação. Segundo Bucci, a verba de publicidade dos municípios, dos estados e da federação interfere na produção de conteúdo dos veículos, cerceando a liberdade de imprensa.

"O Estado é um dos maiores anunciantes do mercado brasileiro. Isso significa que nos veículos mais fracos a verba vinda do poder público é essencial para o seu funcionamento. Isso cria uma porta de influência, interferência e de pressão do poder público sobre a existência dos próprios veículos. Isso conspira contra os requisitos formais da liberdade de imprensa", alerta Bucci.

O controle dos veículos de comunicação pelo Estado é, para o ex-Ministro da Justiça Célio Borja, o maior obstáculo à liberdade de expressão. Segundo ele, ao influenciar a produção de informação, o poder torna a versão oficial dos fatos hegemônica no cenário nacional em detrimento das opiniões individuais.

"Hoje a repressão sobre os veículos e sobre as opiniões está muitíssimo limitada, mas a repressão não é a única forma de dominação dos veículos", afirmou Borja.

Jornalista deve usar crítica para lutar contra controle

Na opinião do ex-presidente da Radiobrás, para lutar contra esse controle é necessário que "os jornalistas exerçam a liberdade". Para tanto, os profissionais devem "olhar com desconfiança", não deixando serem cooptados pelo poder econômico, político e dos grupos de influência.

"A liberdade floresce mais na crítica que no aplauso", afirmou Bucci.

A cientista política, historiadora e jornalista Lucia Hippólito também prega a crítica como meio de alcançar a liberdade de imprensa. Ela afirma que o poder e o pensamento se relacionam mal, "porque o poder não aceita críticas e o pensamento é, em si, uma forma crítica de expressão".

Analfabetismo impede a liberdade de imprensa

O jornalista e professor universitário José Marques de Melo levantou outra barreira para o pleno exercício da liberdade de imprensa no país. Mesmo com a Constituição de 88, que propiciou "um dos momentos mais fecundos" da atividade dos meios de comunicação no País, a maior parte da população continua fora desse processo em "bolsões marginalizados da cultura letrada".

"Ao ingressar no século XXI, o Brasil sofre de um mal endêmico. Sua imprensa permanece restrita a uma fatia minoritária da sociedade. É reduzido o número de brasileiros que são leitores regulares de livros, revistas e jornais", analisou Melo.

O advogado Sérgio Bermudes lembrou que o direito à liberdade de imprensa está presente, assim como na Constituição Brasileira, na Declaração Universal dos Direitos Humanos. O documento, que completa seu 60º aniversário este ano, diz em seu artigo 19:

"Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão. Este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e procurar receber informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras".

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Também do Comunique-se:

Para Cícero Sandroni, Veja não tem liberdade editorial

Sérgio Matsuura

Nesta quinta-feira (26/09), durante o seminário "Brasil, brasis - liberdade de expressão: base da democracia", o presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Cícero Sandroni, criticou a influência de grupos econômicos nos veículos de comunicação. Como exemplo, citou a revista Veja, que, para Sandroni, não tem condições de exercer liberdade editorial.

"A publicidade da Veja é inteiramente de grupos multinacionais. Então, seria muito difícil para essa revista, mesmo se quisesse, ter uma orientação editorial diferente da opinião dos grupos multinacionais". A revista Veja foi procurada, mas preferiu não comentar as críticas.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h50
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Lupi defende imposto sindical

O ministro do Trabalho Carlos Lupi defendeu a manutenção do imposto sindical, correspondente a um dia de trabalho ao ano, aplicado no custeio das estruturas sindicais do país.

O fim do imposto sindical encontra defensores dentro e fora do governo, mas Lupi e seu partido, o PDT, estão fechados em favor do tributo.

Sobre a política trabalhista do governo federal, Lupi disse que o país cresce e gera cada vez mais empregos porque tem um presidente trabalhador.

De janeiro a agosto desse ano, segundo Lupi, foram criados 1.7 milhão de novos empregos no Brasil.

No mesmo período, nos Estados Unidos o mercado de trabalho teve retração de 8 mil vagas.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h50
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Fórum Econômico Mundial elogia "emergentes"

O crescimento econômico dos países "emergentes" parece menos suscetível à desaceleração nos Estados Unidos, mas ainda há riscos, avalia um relatório do Fórum Econômico Mundial.

A entidade afirma que os dois maiores "emergentes" do mundo, a China e a Índia, têm registrado forte avanço no consumo doméstico, além de melhora da produtividade e diversificação dos parceiros comerciais.

O relatório cita a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), de que o crescimento seguirá robusto para quase todos os emergentes.

A China e a Índia devem registrar aumento de 10% e 8%, respectivamente, do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009.

A inflação, que atingiu dois dígitos em diversos países em desenvolvimento ao longo deste ano, tende a recuar em conseqüência da redução do preço das matérias-primas (commodities), avalia o Fórum.

No entanto, mesmo com a retração, os preços dos alimentos e da energia permanecem muito mais elevados do que há um ano e meio.

"Como os alimentos respondem por 30% a 40% ou mais da cesta de consumo em muitos países emergentes, contra 15% nas economias do G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo, formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Canadá, Itália, França e Reino Unido), a alta dos preços tem um efeito adverso grande sobre a população de baixa renda e pode permanecer como fonte de risco não só econômico como político", afirma o documento.

Apesar de menos dependentes, os "emergentes" ainda respondem por boa parte das importações dos Estados Unidos.

A maior economia do mundo importa cerca de US$ 2 trilhões, sendo que 40% desse valor sai da Ásia, principalmente da China.

"Se uma desaceleração significativa ocorrer nos EUA, ou como parece mais provável agora na Europa, alguns setores emergentes serão afetados", afirma o relatório.

As mudanças econômicas dos últimos anos fizeram surgir uma "classe média global", cujo poder de compra será responsável pela condução do crescimento mundial, constatou o relatório.

Segundo a entidade, o poder está mudando para as economias que possuem classe "média crescente", definida pelas pessoas que ganham entre US$ 6 mil e US$ 30 mil por ano.

"Essa classe média global resultará na mudança de dieta e de hábitos de milhões de pessoas, além da procura por melhor moradia e educação, com a adoção de tecnologias e serviços financeiros mais sofisticados", diz o relatório.

Segundo a entidade, muitas dessas populações de "classe média" estão localizadas em cidades grandes e com rápido processo de expansão.

"Elas fazem parte da maior mudança para as áreas urbanas desde a Revolução Industrial (em meados do século 18)", avalia o documento.

Para o Fórum, a crise de crédito, a perspectiva de menor crescimento nos países desenvolvidos e os riscos gerados pela inflação trazem muita incerteza para a economia global no curto prazo.

Com isso, as mudanças na regulação financeira que virão como conseqüência da crise nos Estados Unidos devem evitar novas pressões sobre o setor bancário, avalia o Fórum Econômico Mundial.

Para a entidade, há risco de aumento dos custos e queda de competitividade e inovação para as instituições financeiras.

O Fórum lembra que as baixas contábeis anunciadas pelos bancos já somam US$ 500 bilhões desde o início de 2007.

"A extensão da crise de crédito e a persistência da falta de confiança entre os bancos não tem precedentes", afirma o relatório.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h49
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FMI diz que mais países podem ter operações de salvamento

O número dois do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky, afirmou que existe uma chance de que outros países se vejam obrigados a organizar, nos próximos meses, operações de salvamento bancário semelhantes à empreendida por Washington para evitar uma quebra geral em Wall Street.

"As discussões sobre o plano de compra dos ativos podres colocou em evidência as inúmeras opções difíceis que deverão ser feitas para que um projeto como este tenha êxito. É possível que os governantes de outros países desenvolvidos tenham que enfrentar desafios semelhantes nos próximos meses", disse Lipsky.

"A realidade da globalização financeira implica que intervenções políticas, incluindo as questões mais a longo prazo como a reforma da regulamentação e dos controles, sejam mais coerentes e compatíveis internacionalmente para que funcionem", acrescentou.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h47
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Por que a mídia ignora D'Escoto, padre, sandinista e líder na ONU

O cargo de presidente da 63.ª Assembleia Geral da ONU cabe a um crítico certeiro da política externa norte-americana, que não esquece o papel desempenhado por Washington na guerra da Nicarágua - o antigo padre e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da Nicarágua, Miguel D'Escoto

Mas a mídia praticamente o ignora.

A razão?

Seus petardos contra os crimes do regime norte-americano.

"Ronald Reagan foi o carniceiro do meu povo" e "George W. Bush é o seu herdeiro", disse Miguel D'Escoto numa entrevista em 2004.

Ele também foi suspenso pelo Vaticano por ser um revolucionário sandinista.

Há mais de 23 anos que este sacerdote, adepto da Teologia da Libertação, deixou de dar missa.

Mas na ONU voltou a encontrar um púlpito de onde pode denunciar os poderosos do mundo.

O regime de Bush fez de tudo para impedir que ele fosse eleito ao cargo de presidente da 63.ª Assembleia Geral da ONU.

Washington tinha razões para não o querer no lugar.

Logo no seu discurso de tomada de posse, Miguel D'Escoto disse que "alguns membros do Conselho de Segurança" são "viciados em guerra", acrescentando que "o privilégio do veto parece ter-lhes subido à cabeça".

E lembrou que "o comportamento de alguns países faz com que a ONU tenha perdido credibilidade como uma organização capaz de acabar com a guerra e erradicar a pobreza extrema do planeta".

Em 1983, os Estados Unidos tentaram assassiná-lo.

Na época, os norte-americanos apoiavam e financiavam os "contras" - grupo integrados por mercenários que tentava derrubar o governo sandinista.

A CIA enviou para D'Escoto uma garrafa de licor "Benedictine" envenenada.

Filho de um diplomata, D'Escoto nasceu em Los Angeles, na Califórnia, tendo-se mudado para a Nicarágua com os pais quando tinha três anos.

Regressou aos Estados Unidos para estudar e formou-se engehiro em Berkeley.

Ingressou num seminário da ordem Maryknoll de Chicago, foi para Nova York onde fundou a revista Orbis para debater os problemas do Terceiro Mundo.

O debate o levou de volta à Nicarágua e à Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), à qual se juntou secretamente em 1975.

Dois anos depois, integrou-se ao Grupo dos Doze (formado por empresários e intelectuais), que teria um papel essencial na consolidação, tanto interna como externa, do governo sandinista.

Quando a revolução triunfou, em Julho de 1979, o padre assumiu a pasta dos Negócios Estrangeiros.

Um cargo que lhe custaria a perseguição do Papa João Paulo II, mas que só deixaria em 1990, quando Daniel Ortega perdeu as eleições presidenciais.

D'Escoto ganhou o prêmio Lênin da Paz, em 1985, quando liderava o movimento antiviolência "Insurreição Evangélica".

Em 1987, ganhou também o prêmio Thomas Merton.

Desde a eleição do presidente Daniel Ortega, em 2006, D'Escoto deixou para segundo plano o seu trabalho nos bairros pobres de Manágua e tem sido o seu principal assessor em política externa.

A sua determinação em denunciar os crimes do regime de Washington chegou ao ponto de levar, com sucesso, o governo norte-americano ao Tribunal Internacional de Haia, sob a acusação de terem financiado os contra durante a guerra contra os sandinistas.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 12h49
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América Latina e África estão se aproximando cada vez mais

A Agência Cubana de Notícias informa que os países da América Latina e da África estão se aproximando cada vez mais.

O anúncio foi feito por Rafael Correa, deputado venezuelano do Prlatino.

A declaração foi feita, após uma reunião entre parlamentares de ambos os continentes.

Correa explicou que o encontro serviu de preparação para efetuar proximamente a II Conferência Inter-parlamentar África-América Latina.

Esse evento, comentou, se realizará antes da Cupula de Chefes de Estado destes continentes, prevista para começar no dia 24 de novembro, em Caracas.

O encontro desta semana fez parte do programa da VII Cimeira Social pela União Latino-americana e Caribenha e contou com a presença de deputados da Namíbia, Senegal, Burkina Faso, Venezuela, Bolívia, Cuba, Uruguai, Equador, entre outros, explicou Correa.

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do parlamento cubano, Osvaldo Martínez, considerou muito proveitosa a reunião, pois permite avançar, segundo ele, no desenvolvimento de mecanismos de acordo entre as nações.

"A Assembléia Nacional de Cuba apóia plenamente a iniciativa venezuelana de acercar aos povos latino-americanos, caribenhos e africanos que compartilham problemas similares", disse ele.

Segundo Martínez, os deputados de África ressaltaram a ajuda oferecida de maneira altruísta por Cuba ao chamado continente negro em múltiplas esferas.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 11h55
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Brasil e Bolívia reforçam controle na fronteira da região amazônica

Brasil e Bolívia vão reforçar o controle militar e policial da fronteira, especialmente na região amazônica, em função do aumento do contrabando e do tráfico de drogas.

A decisão foi tomada durante visita do ministro boliviano da Defesa, Walker San Miguel, ao ministro da defesa do Brasil, Nelson Jobim.

Na segunda-feira, 15 brasileiros foram mortos e sete ficaram feridos em uma briga de quadrilhas que disputam o contrabando e o tráfico de drogas e de armas em Guaíra, no Paraná, na fronteira do Paraguai.

Em entrevista a meios de comunicação bolivianos, San Miguel informou que as forças brasileiras e bolivianas poderão vir a organizar missões conjuntas de repressão na região amazônica.

Ele argumentou que o aumento do contrabando de madeira e de automóveis roubados e do tráfico de drogas e de armas obriga os dois países a ações coordenadas entre seus Exércitos, organismos policiais e ambientais e funcionários de imigração.

A aproximação Brasil-Bolívia na área de fiscalização de fronteira foi decidida em um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales no dia 15, em Santiago do Chile.

Jobim e San Miguel trataram também de outra determinação de Lula à Defesa: facilitar a exportação de caminhões brasileiros de uso militar para as Forças Armadas do país vizinho.

No encontro de San Miguel com Jobim participaram também o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e representantes da Polícia Federal (PF) e dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 11h54
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Argentinos organizam show em solidariedade a Cuba

SEgundo a Agência Cubana de Notícias, cantores argentinos e cubanos realizarão um festival solidário a Cuba neste sábado (27) em Buenos Aires.

Os artistas buscam ajudar aos danificados pelos recentes furacões que devastaram a ilha.

No programa, estão incluídos o trovador cubano Axel Milanés, o cantor e compositor argentino Gabriel Sequeira, o grupo de música tradicional cubana "Os Sábalos" e vários outros convidados que expressaram seu desejo de cooperar com essa causa, informa a Prensa Latina.

Durante o evento serão projetados filmes, sem contar que haverá venta de bebidas e comestíveis, bem como sorteios, cujo alvo básico será arrecadar fundos para a ajuda a Cuba neste momento difícil.

O evento será na na Casa da Amizade Argentino-Cubana de Buenos Aires, em Buenos Aires.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 11h29
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Chávez ironiza Bush sobre crise financeira

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ironizou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, dizendo que eles se parecem muito.

Segundo Chávez, Bush diz agora o mesmo que ele sempre disse sobre a crise econômica mundial.

"You are like me (você é como eu)", afirmou Chávez sobre Bush.

Chávez acrescentou que Bush "finalmente reconheceu que tem uma crise e que eles são os responsáveis pelo colapso que atingiu o mundo, o tsunami financeiro".

O presidente venezuelano também disse que a mídia deu destaque somente aos acordos militares com a China, e não aos convênios nos setores financeiro e de energia.

Chávez disse ainda que se viu obrigado a comprar 24 aviões de treinamento K-8 da China, porque os Estados Unidos se recusam a vender à Venezuela os aviões necessários para repor a frota aérea.

"Cada vez que venho, alguns meios de comunicação internacionais tentam minimizar certos aspectos da viagem, como o comercial. A compra dos aviões não é para nós o mais importante, o que realmente importa são as finanças e a energia", explicou o presidente.

Chávez concluiu ressaltando a "normalidade" dos acordos no setor militar entre "países socialistas", como China e Venezuela.

Os dois países firmaram acordos para facilitar a construção de uma nova refinaria, de uma frota de navios de transporte, e para fortalecer com US$ 6 bilhões o fundo de investimentos dos qual são sócios.

Depois da visita à China, Chávez partiu para Moscou, onde se encontrará com autoridades do país para tratar de manobras militares conjuntas que poderiam ser realizadas em novembro.

A Rússia emprestará à Venezuela US$ 1 bilhão para investimento em um programa bilateral no campo militar e tecnológico, segundo informou a agência Itar-Tass, na véspera do encontro entre os presidentes dos dois países.

Entre 2005 e 2007, a Venezuela assinou 12 contratos com Moscou para prover equipamento militar, por um total de US$ 4,4 bilhões.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 11h25
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Apreendido outro canhão que seria usado contra Chávez

As autoridades venezuelanas encontraram em um setor do centro de Caracas um "canhão portátil" que seria utilizado no plano de magnicídio denunciado pelo governo, informou o deputado Earle Herrera.

O canhão, um AT-4 de fabricação sueca, foi descoberto no setor de Mariperez, em Caracas, disse Herrera à Assembléia Nacional (AN), de 165 membros, quase todos aliados ao governo.

Este foi o segundo canhão portátil que as autoridades encontraram em menos de 24 horas, no marco das investigações do plano de golpe e magnicídio descoberto e revelado publicamente este mês pelo governo venezuelano.

Herrera informou da descoberta da arma de guerra durante discurso em plenário da AN que discute a investigação oficial do plano contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que até agora permitiu a detenção de pelo menos três militares e três civis.

"O AT-4 e seu projétil são construídos como uma só peça; ou seja, é utilizada uma só vez como lança-granadas M136 de 60 milímetros e posteriormente se despreza todo o dispositivo", acrescentou, por sua vez, a Agência Bolivariana de Notícias (ABN).

Trata-se de uma arma portátil antitanque manufaturada na Suécia pela empresa Saab e usada por tropas de infantaria para destruir ou neutralizar veículos blindados e fortificações, "e também para derrubar aeronaves", destacou depois o ministro do Interior, Tarek el-Aissami, ao mostrar o objeto aos jornalistas.

O canhão estava em poder de uma pessoa que foi detida, acrescentou o ministro.

Outros dois civis foram detidos na quarta-feira quando foi descoberta a primeira bomba no Estado de Zulia, fronteira com a Colômbia, acrescentou o ministro.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 11h18
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Bolivarianos inauguram praça em homenagem a líder das Farc

Militantes da Coordenadora Continental Bolivariana (CCB) inauguraram uma praça que construiram em Caracas em homenagem ao falecido líder das Farc, Manuel Marulanda Vélez, conhecido como "Tirojfijo".

A praça começou a ser construída há duas semanas e situa-se entre duas das torres do bairro popular "23 de Enero", a Oeste de Caracas, e terá um busto do líder guerrilheiro.

Segundo Zenaida Tahhan, integrante da secção Venezuela da CCB e do Movimento M28, "é motivo de orgulho poder participar e render homenagem a este camarada", que faleceu em Março, com 78 anos, devido a uma paragem cardíaca.

O projecto contou com o apoio do Partido Comunista da Venezuela.

Vários dirigentes comunistas latino-americanos e ex-guerrilheiros foram a Caracas para participar na inauguração da praça.

A CCB é uma organização que reúne partidos de esquerda e líderes revolucionários da América Latina.

Além da inauguração da praça Marulanda, a CCB e o Partido Comunista da Venezuela organizaram uma semana de atividades para homenagear o líder guerrilheiro que incluiu o lançamento de um livro e a realização de um seminário que discute a "Vigência da luta armada na América Latina".

As atividades são "um apoio à luta revolucionária na Colômbia e um tributo aos milhares de assassinados, aos estudantes maltratados e aos milhões de despejados" na Colômbia, afirmou Zenaide Tahhan, membro da CCB.

Essa não é a primeira vez que Marulanda é lembrado pelos moradores do bairro "23 de Enero".

Nas ruas e estreitas vielas do bairro, a imagem do líder das Farc pode ser vista em pinturas de murais que só perdem, em destaque e tamanho, para dezenas de grafites dos líderes revolucionários Ernesto Che Guevara e Símon Bolívar.

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A iniciativa provocou reações do reacionário Senado colombiano que, num comunicado distribuido em Bogotá, descreve a homenagem como "uma apologia internacional do delito".

De acordo com o jornal colombiano El Tiempo, o governo de Álvaro Uribe teria pedido à Venezuela para "assumir uma posição clara" diante da homenagem.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 11h06
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A resposta certeira de CartaCapital à Veja



Escrito por Osvaldo Bertolino às 10h55
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A debate sobre o futuro do pré-sal

Considerada como uma das maiores riquezas brasileiras da atualidade, a descoberta de petróleo na camada de pré-sal acirra as discussões sobre o modelo de exploração e produção de petróleo e de gás natural no Brasil.

O Sindicato dos Petroleiros do Estado do Ceará (Sindipetro-CE) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) defendem mudanças no marco regulatório da atividade no país, hoje, sob o modelo de contratos de concessão, com a empresa exploradora detendo toda produção, cabendo ao Estado apenas receber impostos, royalties e participações especiais.

Para as entidades, o Estado deve deter 100% do controle da exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural no Brasil.

Isto porque, afirmam, além da importância econômica, com a geração de emprego e renda — a estimativa é que a Petrobras gere, até 2018, 40 mil novos postos de trabalho —, existe a importância social, com a forma de apropriação e distribuição da riqueza a ser gerada pelo pré-sal em benefício da população.

"A discussão do pré-sal se torna fundamental a partir do atual modelo de contrato para exploração da atividade no Brasil. O modelo de concessão é ultrapassado e explora de forma predatória as riquezas nacionais, dado que, após a liberação desse mercado para as empresas estrangeiras, o monopólio de exploração e produção não é mais da Petrobras", explica Orismar Holanda (foto acima), presidente do Sindipetro-CE.

"A questão é quem vai se apropriar dos lucros dessas riquezas?", questiona o sindicalista.

"Nosso objetivo é evitar que a riqueza gerada pelo pré-sal seja levada para fora do país", emenda.

Nesse contexto, aponta o sindicalista, também entra em cena o debate sobre a regulação da distribuição a aplicação dos recursos oriundos dos impostos e royalties pagos pelas empresas exploradoras para a União, estados e municípios.

"Atualmente, o estados e municípios recebem os royalties e aplicam como querem e onde querem", critica Holanda.

"Defendemos a criação de uma lei que obrigue o executivo a participar à sociedade em que o dinheiro está sendo usado. E mais além, envolver a população nesse processo, para saber em que ela deseja que os recursos sejam aplicados", afirma.

A descoberta de petróleo no pré-sal foi debatida pelo Sindipetro-CE na sede da entidade em Fortaleza.

Segundo o secretário Geral do Sindicato e diretor da executiva da FUP, Marcondes Muniz, o petróleo oriundo da camada de pré-sal, por ser mais refinado, abre um leque de aplicações para o setor petroquímico, o que têm chamado a atenção do resto do mundo desde o seu anúncio.

"Ele tem um alto valor de mercado. Daí a importância estratégica para o país", afirma.

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O pré-sal é uma porção do subsolo que se encontra sob uma camada de sal situada alguns quilômetros abaixo do leito do mar.

Acredita-se que esta camada, formada a 150 milhões de anos, possui grandes reservatórios de óleo leve, de melhor qualidade e que produz petróleo mais fino.

De acordo com os resultados obtidos com perfurações de poços pela Petrobras, as rochas do pré-sal se estendem por 800 quilômetros do litoral brasileiro, desde o Espírito Santo até Santa Catarina, e chegam a atingir até 200 quilômetros de largura.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 10h46
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Orlando participa de passeata com Dino (PCdoB) em São Luis

O ministro dos Esportes, Orlando Silva, participou, no final da tarde da quinta-feira (25), de passeata pelo centro de São Luís ao lado do candidato à prefeitura Flávio Dino (PCdoB).

Durante o encontro, Orlando Silva declarou apoio do seu Ministério às ações de Dino relacionadas ao esporte.

"Flávio Dino é o melhor candidato para São Luís e é o candidato do presidente Luis Inácio Lula da Silva. Ele representa o governo Lula em São Luís", disse o ministro.

Esta é a segunda vez que Orlando Silva participa da campanha ao lado de Flávio Dino.

A primeira ocorreu há cerca de um mês, em comício na Cidade Operária.

Durante a passeata, o candidato voltou a afirmar que, no seu plano de governo o esporte é uma ferramenta de inclusão social para proporcionar uma melhora na qualidade de vida das pessoas.

O objetivo do candidato é democratizar o acesso ao esporte e lazer como garantia de inclusão, formação, saúde e qualidade de vida para os cidadãos de São Luís.

Entre as ações de Flávio Dino para o esporte em São Luís, está a construção de 20 praças da juventude nos bairros da capital e apoio financeiro aos atletas com mais de 12 anos que não têm patrocínio da iniciativa privada para participar de competições.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 16h02
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Justiça da Dinamarca recusa "provas" sob tortura contra as Farc

 

 

Um alto tribunal da Dinamarca rejeitou qualquer prova recolhida pelo Estado colombiano no processo envolvendo a empresa Fighters & Lovers devido a doações feitas às Farc e à Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP).

 

O tribunal de Copenhague concluiu que a tortura e a violência são parte integral do sistema legal colombiano, pelo que não aceita nenhum elemento de prova oriundo daquele Estado.

 

A fazê-lo, acrescenta, estaria violando a legislação dinamarquesa e a Convenção das Nações Unidas contra a tortura.

 

Em causa está o processo movido contra a empresa têxtil Fighters & Lovers, acusada de “financiar o terrorismo” por ter decidido doar recursos à Rádio Resistência, vinculada às Farc e à FPLP.

 

As “provas” apresentadas pelo Estado colombiano foram cruzadas com informações de organizações de defesa dos direitos humanos.

 

O resultado, considerou o tribunal, destaca a obtenção de informações sob tortura.

 

Neste contexto, a acusação deixa de poder sustentar a respectiva argumentação com base nos elementos enviados pelas autoridades colombianas.

 

Neste processo, os sete acusados enfrentam penas de prisão até dez anos por pretenso financiamento de “organizações terroristas”.

 

Os réus foram absolvidos, em dezembro do ano passado, numa primeira instância judicial dinamarquesa, porque esta considerou que nem as Farc nem a FPLP podem ser classificadas como organizações “terroristas”.

 

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Esta decisão judicial contraria a forte ofensiva conservadora interna e externa que pretende criminalizar os lutadores pela paz e pelo progresso social na Colômbia.

 

A decisão suscita debates também a questão do terrorismo de Estado na Colômbia, a ingerência do imperialismo e os vínculos do governo colombiano com o narcotráfico e o paramilitarismo.

 

Este caso de perseguição soma-se a este caso os de Remédios Garcia, ativista de uma organização de defesa da paz na Espanha perseguido pelo memso motivo; de Piedade Córdoba, senadora do Partido Liberal colombiano, e dos jornalistas do semanário do Partido Comunista Colombiano Voz, Carlos Lozano e William Parra.

 

Na semana passada, em Bruxelas, um grupo de organizações de camponeses colombianos de defesa dos direitos humanos naquele país apresentou, durante três dias, um extenso rol de evidências que vinculam Uribe com crimes contra a humanidade.

 

Na iniciativa apoiada pelo Grupo da Esquerda Unitária/Esquerda Verde Nórdica do Parlamento Europeu, foram relatados inúmeros casos concretos, como o “Massacre de El Aro”, ocorrido em 1997, na região de Antioquia, então governada por Álvaro Uribe.

 

De acordo com os relatos, os paramiliatres entraram no povoado, degolaram dezenas de pessoas e jogaram uma partida de futebol com as cabeças.

 

Dias depois, foram recebidos por Uribe que os felicitou pela ação, segundo confessou um ex-membro do grupo.

 

Na semana passada a deputada Piedade Córdoba denunciou que a diretora da polícia secreta (DAS), María del Pilar Hurtado, e os serviços de informações militares, têm um plano para deter 500 estudantes, acusados de ligações com a guerrilha.

 

Piedade Córdoba afirmou que muitos dos jovens em causa são das universidades públicas Nacional e del Valle, onde se promove um debate aberto sobre a realidade social e política colombiana, e lamentou que o governo não proceda a averiguações nas universidades de Antioquia e Córdoba, nas quais os paramilitares dão as ordens.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h44
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Fidel Castro afirma que é preciso “reavaliar tudo” em Cuba

 

O ex-presidente cubano Fidel Castro afirma que não há alternativa para a necessidade de "reavaliar tudo" em seu país para buscar mais produtividade em todos os setores, incluídos a saúde e a educação, em um novo artigo divulgado nesta quinta-feira.

 

"Penso que não há alternativa à necessidade de reavaliar tudo, buscar mais produtividade e menos esbanjamento de recursos humanos nos setores vitais, incluídos a Saúde e a Educação, e nos demais da economia produtiva e dos serviços", declara Fidel Castro em uma coluna publicada na imprensa local.

 

O ex-presidente afirma que existe uma "necessidade imperiosa de evitar o excesso de circulante monetário" e vincula a solução deste problema com a reforma do setor de seguridade social na qual o governo trabalha.

 

"As informações que recebi, analisadas cuidadosamente, justificam os passos dados para aumentar a idade da aposentadoria, o que se associa no projeto com melhorias reais na renda familiar", declara o ex-presidente.

 

Também relaciona a medida com o "dever" de se recuperar "rapidamente do golpe dos furacões sem que ninguém se sinta desamparado".

 

Fidel afirma que é necessário ter um "cuidado extremo a cada vez que o socialismo se vê obrigado ao uso de mecanismos capitalistas".

 

"Alguns se embriagam e alienam sonhando com os efeitos da droga do egoísmo individual como a única mola capaz de movimentar as pessoas", diz.

 

O líder revolucionário cubano afirma que "não nascem do acaso os bens e serviços que todos desejam".

 

São "indispensáveis" os "investimentos fortes, as tecnologias modernas, as matérias-primas caras, a energia abundante e muito especialmente o trabalho humano, mas desejamos ficar na pré-história", concluiu.

Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h40
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Comitê Braços Abertos de Jandira pode receber petistas

 

A preocupação com a possibilidade de a esquerda ficar fora do segundo turno no Rio de Janeiro levou um grupo de petistas a considerar a hipótese de manifestar apoio à candidata do PCdoB, Jandira Feghali, nos próximos dias.

 

O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, é o mais propenso a apoiar Jandira ainda no primeiro turno.

 

Outro petista envolvido na estratégia é o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Faria.

 

Embora esteja envolvido na própria campanha à reeleição, Lindberg estuda a possibilidade do apoio imediato à ex-deputada, candidata pela coligação "Mudança pra Valer" (PTN-PCdoB-PHS-PSB).

 

O PT tem candidato próprio na capital, o deputado estadual Alessandro Molon.

 

Tanto Edson quanto Lindberg já foram do PCdoB.

 

O ministro foi pré-candidato do PT à prefeitura do Rio nestas eleições, mas deixou a disputa interna quando foi nomeado ministro.

 

Lindberg apoiou o ex-deputado Vladimir Palmeira, derrotado na prévia por Molon.

 

O comando da campanha de Jandira aguarda uma resposta dos petistas, para organizar a agenda da candidata.

 

Uma idéia seria promover, na segunda ou na terça-feira, um almoço do Comitê Braços Abertos, movimento suprapartidário de apoio a Jandira lançado há duas semanas pelo reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Aloísio Teixeira.

 

O encontro teria um tom de união da esquerda em busca do voto do eleitor progressista.

 

Outra possibilidade seria uma programação de rua já no fim de semana.

 

A presidente do PCdoB do Rio, Ana Rocha, disse que não tinha ainda uma definição sobre o assunto.

 

"Isso está em construção", respondeu.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h39
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Jô Moraes diz que Lula apóia sua candidatura

 

Ao lançar seu programa de governo consolidado, que traz na capa foto de Lula e do vice-presidente José Alencar, a candidata a prefeita de Belo Horizonte Jô Moraes (PCdoB) afirmou que todos os candidatos do país, inclusive os de oposição, estão tentando colar as respectivas campanhas à imagem do presidente da república.

 

"Todos no Brasil estão disputando o Lula, inclusive os que fazem oposição a ele no Congresso Nacional. Eu fiz questão de colocar a foto de Lula para mostrar de que lado eu estou", disse Jô Moraes.

 

Ela negou que o presidente Lula tenha afirmado apoio à aliança costurada pelo governador Aécio Neves (PSDB) e pelo prefeito Fernando Pimentel (PT).

 

"O presidente Lula tem muito porta-vozes, tem também quem psicografa o pensamento dele. O que nós sabemos é que o presidente Lula falou no Conselho Político que em locais onde a base estivesse dividida ele não iria fazer campanha. As entrevistas (de Lula) interpretadas por diferentes porta-vozes, nós não levamos em conta", assinalou.

 

Jô Moraes garantiu ter o respaldo do presidente à sua campanha.

 

"O presidente Lula está enviando apoio a todos os candidatos da sua base, isso é o que nós estamos sabendo e, provavelmente, de posse desse apoio, nós vamos colocar no nosso programa", explicou.

 

A candidata também não deixou escapar a chance de alfinetar Marcio Lacerda e ironizou uma suposta falta de paciência do socialista ao ser criticado pelos adversários.

 

"Espero que ele tenha tomado um Lexotan (calmante), porque ele anda meio tenso. Todos nós candidatos, durantes os debates, fomos questionados com perguntas constrangedoras e não houve nenhum problema em respondê-las", disse a candidata.

 

O evento contou com a participação do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, e do diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Haroldo Lima.

 

Sem citar nomes, Lima disse existir ação "truculenta" em curso para inviabilizar que a comunista passe a um eventual 2º turno na cidade.

 

"Estamos sabendo que há uma campanha que se faz para impedir que Jô vá para 2º turno de forma muito truculenta. Fazem perseguições, ameaças, pressionam os empresários para que Jô não receba o apoio (financeiro) e não a ajudem. Esse estilo de fazer política não é o estilo mineiro de fazer política", afirmou.

 

Chamado a fazer uma análise sobre a repercussão nacional da dobradinha entre tucanos e petistas em Belo Horizonte, o diretor da ANP ressaltou ter recebido com surpresa a aliança delineada pelo governador Aécio Neves e pelo prefeito Fernando Pimentel e a classificou de "um passo atrás".

Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h39
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Presidentes destacam papel ativo da Unasul na Bolívia

 

O presidente boliviano, Evo Morales, agradeceu aos países da Unasul pelo apoio dado a seu governo, após uma reunião, em Nova York, na qual um novo encontro foi agendado para dezembro e se decidiu pela criação de uma comissão investigadora na Bolívia.

 

Morales disse que aproveitou o encontro para "agradecer aos presidentes da América do Sul por sua participação como observadores para buscar soluções pacíficas na Bolívia".

 

A presidente chilena, Michelle Bachelet, que ostenta a presidência rotativa da Unasul, convocou a reunião.

 

No final, Bachelet destacou que o grupo resolveu suspender um encontro previsto para outubro e adiá-lo para dezembro.

 

Nesse mês, acontece uma cúpula do Mercosul, na Bahia.

 

Em separado, Bachelet e Morales afirmaram que, a partir de segunda-feira, será instalada na Bolívia uma comissão encarregada de investigar o massacre promovido por grupos fascistas contra camponeses no departamento de Pando.

 

Lula também elogiou a atuação da Unasul.

 

Ele disse que a a organização coordenará os países da região em termos de infra-estrutura, energia, políticas sociais, complementaridade de produção, finanças e defesa.

 

A presidente argentina, Cristina Kirchner, disse que, na América do Sul, os governos "podem dar o exemplo de como se constrói o multilateralismo, apesar das diferenças entre os países".

 

Já o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, ressaltou hoje que seu governo protagonizou "um fato histórico de solidariedade" entre os povos democráticos da América Latina.

 

Morales também disse que o grupo de países deixou de ser uma simples sigla, virou "realidade" e está pronto para "libertar a América do Sul".



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h38
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Governador admite “gente armada” em massacra na Bolívia

 

O governador direitista do departamento (estado) de Pando, na Bolívia, próximo à fronteira com o Peru, Leopoldo Fernández, admitiu ao juiz penal Willams Dávila Salcedo, que dois caminhões da prefeitura transportando "gente armada" foram enviados para “controlar” manifestantes que fariam um protesto em favor do presidente Evo Morales.

 

As informações são das agências Telam e Boliviana de Informação.

 

Fernádez está preso desde o dia 16 e o governo boliviano o responsabiliza pela morte cerca de 20 pessoas em Pando durante um conflito entre a polícia e simpatizantes do governo de Morales.

 

De acordo com o juiz, Fernández assumiu que tinha conhecimento de que poderia haver conflito entre funcionários do governo e camponeses.

 

Contudo, enviou ao local do enfrentamento caminhões com pessoas armadas para reprimir os manifestantes.

 

O juiz considerou que Fernández não poderia ter usado os caminhões da prefeitura para transportar pessoas armadas para reprimir os manifestantes, quando poderia ter recorrido à polícia.

 

O conflito ocorreu no último dia 11 e resultou num massacre.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h38
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Chávez diz que mídia distorce motivos de sua visita à China

 

O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, defendeu o direito da Venezuela de cooperar militarmente com a China, nomeadamente através da compra de aviões de treino.

 

"Compramos uma quantidade modesta de aviões para treinar os nossos pilotos, quem nos pode criticar por isso?", afirmou Chávez numa conferência de imprensa antes de partir para a Rússia.

 

O presidente venezuelano disse que "certos veículos de comunicação internacionais quererem apresentá-lo como um dirigente comprometido numa corrida armamentista".

 

"Cada vez que venho aqui, eles tentam minimizar os aspectos energéticos e comerciais e tentam destacar esse tema do imperialismo e da ditadura midiática que existe no mundo, 'Chávez compra armas, Chávez é uma ameaça para o mundo'", afirmou.

 

O dirigente confirmou que pretende comprar à China 24 aviões de treino que serão integrados na Força Aérea venezuelana no início de 2009.

 

Na visita à China, Chávez assinou vários acordos que permitirão a Caracar aumentar os actuais envios de 364.000 barris por dias até 500.000 no próximo ano, fazendo de Pequim o segundo parceiro da Venezuela, logo a seguir aos Estados Unidos, e até um milhão em 2012, igualando os fornecimentos da Arábia Saudita.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h38
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Paraguai e Brasil firmam acordo para gestão de Itaipu

 

Paraguai e Brasil firmaram um acordo para impulsionar a gestão paritária da administração da central hidrelétrica binacional de Itaipu, anunciou o diretor paraguaio da usina.

 

O convênio é uma medida prévia para a aprovação de acordos que assegurem uma administração igualitária, já que atualmente várias áreas da direção da empresa estão em mãos exclusivas do Brasil, disse o paraguaio Carlos Mateo.

 

Os países são sócios da usina hidrelétrica, que na atualidade é a mais potente do mundo, segundo a empresa, e o novo governo do Paraguai está negociando um melhor preço pela energia que não usa e vende ao Brasil.

 

Itaipu produz cerca de 20% da eletricidade consumida pelo Brasil, que usa quase a totalidade do que é produzido pela usina.

 

"Hoje há uma assimetria. Há direções, como a financeira e a técnica, que são ocupadas por funcionários brasileiros. Nós temos cargos adjuntos. Com a aprovação das notas, o Paraguai alcançará o mesmo nível que os brasileiros", disse Mateo.

 

"Tomamos um passo adiante. Vamos ter uma co-gestão plena. É um passo histórico muito importante", disse.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h37
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Putin anuncia cooperação atômica com a Venezuela

 

 

 

O primeiro-ministro Vladimir Putin propôs ao presidente da Venezuela Hugo Chavez uma cooperação na "utilização da energia atômica" e defendeu um mundo "multipolar".

 

"Nós estamos preparados para examinar a possibilidade de uma cooperação no domínio da utilização da energia atómica", declarou Putin em Moscou, durante visita de Hugo Chavez à Rússia.

 

O primeiro-ministro sublinhou também que Moscou e Caracas têm "possibilidades novas de cooperação nas áreas da energia, das tecnologias de ponta, na construção de máquinas e na petroquímica".

 

"Estou contente em anunciar que a Gazprom (gigante de gás da Rússia) prevê lançar no fim de Outubro o primeiro furo no Golfo da Venezuela", declarou. Adiantando que a cooperação energética entre os dois países pode englobar outras nações.

 

Putin disse que os acordos de cooperação entre as forças navais também estão a avançar.

Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h37
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Telescópio perdido de Einstein é exibido em Israel

 

 

O telescópio do cientista alemão Albert Einstein, descoberto há poucos dias no sótão de uma universidade de Jerusalém, em Israel, trouxe aos jovens estudantes o contato direto com o legado de um dos maiores pesquisadores da história.

 

O artefato, que ficou esquecido por décadas na Universidade Hebréia, foi restaurado e colocado em uma área para visitação no campus Givat Ram.

 

Uma foto antiga do cientista ao lado do telescópio, encontrada no mesmo local que o equipamento, também pode ser conferida pelos visitantes.

 

Os objetos haviam sido doados ainda em vida por Enstein à instituição — a qual ele ajudou a fundar —, assim como todas suas pesquisas, incluindo a famosa Teoria da Relatividade.

 

Por mais de dez anos, o telescópio permaneceu em desuso no prédio do planetário da universidade. O objeto foi um presente recebido por Einstein de Gezri Zvi, um colega dos tempos acadêmicos na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

 

O diretor do Centro Belmonte de Ciências de Laboratório da instituição, Eshel Ofir, que se considera um fã do célebre cientista, foi o responsável por ir atrás do artefato esquecido.

 

"Sabia que tínhamos o telescópio que Einstein cedeu à escola e sempre me perguntava o que havia acontecido com ele", explicou.

 

Ofir informou que encontrou o equipamento em um local mal cuidado, cheio de entulhos, no prédio do planetário.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h36
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Schroeder adverte para guerra se Geórgia entrar na Otan

 

O ex-primeiro-ministro alemão Gerhard Schroeder alertou que permitir à aspirante Geórgia, com seu líder "imprevisível", se juntar à Otan poderia levar a um conflito armado com a Rússia.

 

Schroeder disse ter ficado chocado com a abordagem unilateral que as nações ocidentais adotaram nos tratos com a Rússia a respeito do conflito com a Geórgia.

 

"Quem quer que traga a Geórgia para a Otan deve saber que vou, dizer isso educadamente, à luz da natureza imprevisível de seu líder atual e da política de cerceamento à Rússia, apoiada pelos Estados Unidos, a Otan pode acabar se envolvendo em um conflito", disse Schroeder.

 

"O que isso significaria, tanto historicamente quanto para o desenvolvimento de futuras relações, para soldados alemães participarem em um tal conflito deve ser dito abertamente", disse.

 

Schroeder ainda disse que garantir os suprimentos de energia à Europa é importante, mas que uma abordagem multilateral, incluindo a Rússia, é necessário.

 

"Os planos de tornar a política energética uma tarefa da Otan são absurdos e nos levariam a uma situação de segurança e política externa extremamente difícil", disse ele.

 

A Alemanha depende da Rússia para suprir cerca de 44% de suas importações de gás e Schroeder disse ser importante que as rotas de energia ao país sejam renovadas e ampliadas.

 

Schroeder desenvolveu uma relação próxima com Putin durante seus sete anos como chanceler e é presidente de um consórcio russo-germânico que está construindo um duto de gás sob o Mar Báltico.

 

Anteriormente, Schroeder havia instado a UE a buscar uma "parceria estratégica" com Moscou, argumentando que a Europa arrisca perder influência se não trabalhar com a Rússia.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h36
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Abkházia diz que Geórgia reativa o terrorismo

 

O ministro de Assuntos Exteriores da Abkházia, Serguei Shamba, disse que os serviços secretos georgianos estão reativando as ações terroristas contra seu país e a Ossétia do Sul.

 

"A Geórgia nunca as suspendeu, e agora está reativando. Estamos há 15 anos chamando a atenção sobre o fato de que a Geórgia representa uma ameaça terrorista", disse Shamba, em alusão às explosões registradas hoje em Sukhumi e Tskhinvali, capital da Abkházia e da Ossétia do Sul, respectivamente.

 

Segundo ele, já se conhece "esse tipo de explosão, obra dos serviços especiais georgianos", segundo a agência russa Interfax.

 

Horas antes, foi informado sobre a explosão de um carro-bomba, estacionado entre os edifícios do Serviço de Segurança e o Ministério do Interior da Abkházia, em Sukhumi, sem deixar feridos ou mortos.

 

"A força da explosão foi tão forte que me jogou contra a parede", disse um policial que estava de serviço.

 

Na Ossétia do Sul, um adolescente de 13 anos, Atsamaz Dzagoev, morreu em uma explosão na localidade de Gudzhabaur, nos arredores de Tskhinvali.

 

O jovem encontrou um pacote e, ao levantá-lo do chão, aconteceu uma explosão que o matou.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h35
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China divulga relatório com dados sobre o Tibete

 

A China, não o Dalai Lama, é a verdadeira guardiã da cultura do Tibete, disse o governo chinês.

 

Pequim apresentou seu argumento em um documento reunindo estatísticas sobre alfabetização, educação e religião para argumentar que o Tibete desfrutou um renascimento cultural desde que o Partido Comunista chinês assumiu o controle a partir de 1950.

 

"Os fatos provam que o Dalai Lama e sua turma são os representantes e guardiões da cultura atrasada do velho Tibete", afirma o documento.

 

O governo e a administração chinesa no Tibete "são aqueles que realmente protegem e desenvolvem a cultura tibetana".



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h35
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Irresponsabilidade com petroleiros terceirizados

 

O diretor do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro SE/AL), Gildo Pereira, classifica os acidentes que vêm acontecendo com petroleiros e servidores terceirizados da Petrobras como irresponsabilidade.

 

Ele denuncia a falta de segurança nos postos de trabalho.

 

De acordo com o sindicalista, no período de junho a setembro deste ano, 8 trabalhadores já perderam a vida em postos de trabalho de Sergipe e Alagoas.

 

Em todo o Brasil, este ano já foram registrados 18 acidentes no período de janeiro a setembro.

 

"Para nós, o grande número de acidentes não é nenhuma surpresa porque o Sindipetro vem denunciando a falta de segurança nas unidades de trabalho da Petrobras. A preocupação com a segurança parece que não está sendo mais prioridade na empresa. Prova disso é que na declaração dada pela gerência, a preocupação maior é com o retorno do abastecimento de gás. A vida dos trabalhadores ficou em segundo plano", denunciou Pereira.

 

O sindicalista afirmou ainda que "quando se trata de óbitos oriundos da função operacional, a gente nota que a Petrobras não tem mais a preocupação com os seus trabalhadores no que diz respeito à segurança porque o sistema está precarizado, principalmente para os trabalhadores terceirizados”.

 

“A Petrobras hoje não investe nos profissionais. Ela quer trazer trabalhadores novos, com mão-de-obra mais barata, porém não oferece treinamento adequado para as atividades de risco. Neste último acidente registrado em Pilar (AL), a empresa foi alertada que a segurança estaria comprometida, mas nenhuma providência foi tomada. Ocorreu a explosão e infelizmente perdemos quatro colegas, pelo simples ato de irresponsabilidade", destacou.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h34
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Siemens financiou sindicato paralelo, afirma ex-diretor da empresa  

 

Um ex-administrador da Siemens admitiu em tribunal ter subornado a AUB (Comunidade Independente de Funcionários da empresa), um sindicato paralelo criado para reduzir a influência do IG Metall (sindicato dos metalúrgicos).

 

Entre 2000 e 2006, a AUB terá recebido 30 milhões de euros da Siemens, para financiar campanhas para eleições dos seus membros na comissão de trabalhadores.

 

Segundo declarações de Johannes Feldmeyer, ex-administrador da Siemens, em tribunal, a multinacional de origem alemã pagava trimestralmente meio milhão de euros à uma organização sindical AUB.

 

Entre 2006 e 2006, esses pagamentos terão chegado aos 30 milhões de euros.

 

Os financiamentos da Siemens à AUB destinavam-se a financiar campanhas dos seus membros para as eleições da comissão de trabalhadores, visando reduzir a influência do IG Metall, o poderoso sindicato dos metalúrgicos.

 

As faturas que a AUB apresentava à Siemens para justificar a entrada das verbas eram enviadas para a morada pessoal de Feldmeyer, para evitar o seu controle interno pelos funcionários da Siemens.

 

Feldmeyer esteve preso no início de 2007 mas foi libertado depois de admitir parcialmente a sua culpa no processo que está agora a ser julgado.

 

A AUB chegou a ter cerca de dez mil filiados, em várias empresas dos ramos da metalurgia e electrônica e assinou acordos laborais com a administração da Siemens que permitiram flexibilizar os horários de trabalho, poupando milhões de euros à empresa.

 

O ex líder da AUB, Wilhem Schelsky, está desde Fevereiro de 2007 em prisão preventiva e responde por burla, cumplicidade em abuso de confiança e delitos fiscais — Shelsky recebia um salário anual de dois milhões de euros, fixado por Feldmeyer.

Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h34
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Síndrome do burnout atinge 30% dos trabalhadores brasileiros

 

Frustrações profissionais no dia-a-dia são algo normal.

 

O problema é quando se torna rotina a ponto de deflagrar a síndrome de burnout, uma condição de estresse e desânimo extremo com o trabalho.

 

O mal já acomete 30% dos trabalhadores brasileiros, mostra uma pesquisa recém-concluída pela International Stress Management Association no Brasil.

 

Trata-se de uma exaustão mental e física que se inicia com um sentimento de injustiça e falta de reconhecimento, descreve a psicóloga Ana Maria Rossi, que preside a instituição.

 

Por fim, evolui para ineficiência e acomodação.

 

Queda de rendimento, absenteísmo e dificuldade de concentração acompanham a tal síndrome.

 

Não raro, o descontentamento resulta em gastrite, depressão, sem falar no impacto negativo no ambiente profissional.

 

"A síndrome de burnout é uma doença séria que requer tratamento psicoterápico e, em alguns casos, medicamentos", alerta Ana Maria.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h33
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Trabalhadores chamam estaleiro de campo de concentração

 

Do Blog de Jamildo:

 

Após três dias, a greve dos soldadores e montadores do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) chegou ao fim. Porém, a ferida aberta na empresa nessas 72 horas dificilmente será esquecida, fazendo com que o "sonho do estaleiro" perdesse parte de seu brilho. Isso porque em meio as discussões salariais, uma série de denúncias foram feitas pelos trabalhadores sobre o dia-a-dia na empresa. Desde alimentação de má-qualidade, preconceito, assédio moral, falta de material de proteção adequado, péssimas condições no transporte dos empregados e por ai vai.

 

O presidente da empresa, Paulo Haddad, negou todas elas. Mas o estrago já havia sido feito. Para se ter uma idéia da repercussão negativa que o movimento grevista provocou, a caixa de e-mails desse que vos escreve recebeu mensagens como "ainda bem que alguém falou sobre como é o campo de concentração de Paulo Haddad". Além de mais de um telefonema feito à redação do Jornal do Commercio para corroborar as acusações dos trabalhadores.

 

Pior. Em meio ao clima tenso dos trabalhadores, algumas imagens eram desmistificadas. Segundo os soldadores, ninguém sabe quem é a empregada Mércia Severo do Nascimento. Pois é. Logo ela a responsável por emocionar cerca de quatro mil pessoas durante o corte simbólico da primeira chapa de aço do EAS - inclusive nosso presidente Lula - com um discurso que dizia: "Esse é o meu primeiro emprego. Antes eu era uma dona de casa, agora sou metalúrgica-soldadora do Estaleiro Atlântico Sul, que vai construir grandes navios. O presidente Lula sabe o que isso significa. Me sinto honrada em fazer parte disso, em saber que cada um desses navios terá um pedacinho de mim"

 

Outra. O panfleto institucional editado pela Transpetro sobre o EAS traz uma série de depoimentos de empregados que antes de conseguirem uma vaga na empresa, não possuíam quaisquer perspectivas de vida, salvos pela oportunidade oferecida pelo estaleiro. Verdade seja dita. A grande maioria dos trabalhadores encontra-se nessa situação. Porém, esqueceram de mencionar que parte dos que apareciam na publicação têm até ensino superior. Mas afinal, qual o reflexo disso? Segunda-feira, eram eles os mais revoltados e inflamados nas denúncias feitas na entrada de Suape, quando o movimento foi deflagrado. É, soldador com 3º grau é outra história.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h33
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Metalúrgicos fazem incursão visual nos bastidores da greve

 

Também está no Blog do Jamildo:

 

Não há melhor forma de definir o movimento deflagrado pelos soldadores e montadores do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) nesta semana. Como comprar celular hoje em dia é tão fácil que tem até quem pague para você ter um, os trabalhadores usaram e abusaram da ferramente para registrar cada momento da greve.

 

Confrontos com a polícia, discursos de Paulo Haddad, reunião na Procuradoria Regional do Trabalho. Tudo devidamente registrado pelos pixels das mini-câmeras dos telefones móveis. Durante esses três dias, foi só chegar perto dos trabalhadores que alguém já me interpelava: "teu celular tem bluetooth?"

 

E tome a descarregar vídeos e mais vídeos e uma série de áudios. Sem falar na sensibilidade cinematográfica de alguns. Na segunda-feira, primeiro e mais acirrado dos dias, na hora em que um policial mencionou puxar uma arma, o zoom do celular do soldador-cinegrafista foi prontamente acionado.

 

As filmagens também tinham um toque "Bruxa de Blair": câmera tremida para dar mais tensão à cena. Talvez a cena pernambucana esteja perdendo ótimos documentaristas. Ou quem sabe eles estão preparando uma mega-produção sobre o Estaleiro Atlântico Sul.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h32
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Marinha ativa coordenadoria de submarino nuclear

 

A Marinha vai ativar nesta sexta-feira (26), no Rio de Janeiro, a Coordenadoria do Programa de Desenvolvimento de Submarino de Propulsão Nuclear.

 

O órgão terá objetivo de gerenciar a construção do submarino nuclear, da base para esses submarinos e do estaleiro para a embarcação.

 

A coordenação do programa ficará a cargo do almirante-de-esquadra José Alberto Accioly Fragelli.

 

Em nota, a Marinha informou que o programa do novo submarino fortalecerá o "poder naval" do país e consolidará o "Brasil como importante ator no cenário estratégico internacional".

 

Como justificativa para a necessidade de ter um submarino nuclear, a Marinha apresenta as novas descobertas petrolíferas na camada geológica do pré-sal.

 

"O submarino com propulsão nuclear, em nossa Esquadra, significa a assunção de um sério compromisso com a sociedade, que anseia por uma Marinha com real poder dissuasório, e que deposita, nesta mesma Marinha, a confiança de ver resguardadas as riquezas naturais imprescindíveis ao desenvolvimento econômico e social do país", diz a nota.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h32
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Governo anuncia plano de combate às mudanças climáticas

 

O governo brasileiro divulgou um plano nacional de combate às mudanças climática.

 

O programa, que reúne iniciativas de diversos ministérios, será colocado em consulta pública durante outubro.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará o texto definitivo em até quatro meses.

 

"São objetivos setoriais voluntários", declarou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

 

"O plano tem objetivos. Um plano sem objetivos é um saco vazio", ponderou o Minc.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h32
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Publicadas regras para modernização do transporte público

 

Está na edição de hoje do Diário Oficial da União a regulamentação do Programa de Infra-estrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte).

 

De acordo com a Instrução Normativa nº 44, do Ministério das Cidades, o programa é voltado "ao financiamento do setor público e privado, à implantação de sistemas de infra-estrutura do transporte coletivo urbano e à mobilidade urbana, contribuindo na promoção do desenvolvimento físico-territorial, econômico e social, como também para a melhoria da qualidade de vida e para a preservação do meio ambiente".

 

Poderão ser financiados pelo Pró-Transporte veículos do sistema de transporte sobre trilhos como metrô, trens, veículos leves sobre trilhos (VLT''s) e teleféricos , e transporte sobre pneus, como ônibus biarticulados.

 

A taxa nominal de juros das operações de empréstimo no âmbito do Pró-Transporte é de 6% (seis por cento) ao ano, pagos mensalmente nas fases de carência e amortização.

 

Para as ações financiáveis de sistemas de transporte sobre trilhos a taxa de juros é de 5,5 % (cinco e meio por cento) ao ano.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h30
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Economista do Ipea diz que economia pode crescer 5,2%

 

A economia brasileira pode crescer este ano em ritmo mais forte do que o inicialmente previsto, apontou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

 

Oficialmente, a instituição ligada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, mantém como teto de sua projeção um crescimento de 5,2% para o Produto Interno Bruto (PIB) do país este ano, mas economistas do próprio Ipea admitem que diante dos bons resultados registrados na primeira metade do ano, o teto pode ser superado.

 

"Pelo exercício que fizemos, é possível que o teto seja furado", afirmou Marcelo Nonnenberg, economista do instituto.

 

A economia brasileira cresceu 1,6% no segundo trimestre frente aos três primeiros meses do ano, e 6,1 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Segundo Mello, mesmo que a expansão da atividade econômica, trimestre a trimestre, passe para algo como 0,5% na segunda metade do ano, isso já garantiria um crescimento de 5,1% do PIB brasileiro.

 

Mesmo considerando a crise nos mercados financeiros internacionais e o ciclo de aperto monetário no país, Nonnenberg aposta que o crescimento brasileiro em 2008 não será afetado.

 

"As projeções de todo mundo estão sendo refeitas e o impacto desses fatores ficarão para 2009, mas o nível de crescimento em 2009 continuará elevado", afirmou o economista.

Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h30
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Crise faz dólar atingir patamar adequado, diz Mantega

 

A crise nos mercados financeiros internacionais fez com que o dólar atingisse um patamar mais adequado em relação ao real, e diminuiu a preocupação do governo com o comportamento da inflação, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

 

"Ele (câmbio) estava muito defasado e o real excessivamente valorizado, (e) agora... acho que o real não está mais tão valorizado e ele está mais adequado às condições e expressa melhor as condições da economia brasileira", disse.

 

O ministro acredita que com o câmbio mais valorizado as exportações vão aumentar em valor e as importações tendem a diminuir, minimizando os impactos sobre o déficit em conta corrente.

 

Outro efeito positivo, segundo o ministro, foi sobre a inflação.

 

Na avaliação do ministro, a crise afetou os preços das commodities, que vinham subindo fortemente e carregando consigo os índices de preços.

 

Mantega avaliou ainda que a crise internacional e a desvalorização do dólar nos últimos meses evidenciam que a moeda americana "não é mais a mesma".

 

"(O dólar) é uma moeda quase fraca em relação a várias outras moedas, como euro, real e rublo. Em breve, deveremos ter uma outra arquitetura monetária internacional", disse ele ao cobrar um maior poder de decisão dos “emergentes” na economia global.

 

O ministro acrescentou que em outubro irá reforçar em uma reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) o pedido para que o Brasil ingresse no G7.

 

"Um novo mundo poderá surgir das cinzas dessa crise internacional e os emergentes terão mais voz", encerrou.

 

Mantega acredita que a preocupação com o comportamento dos índices inflacionários, tanto no Brasil, quanto no resto do mundo, diminuiu.

 

Desde abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deu início a um ciclo de aperto da taxa básica de juro no país para tentar trazer a inflação de volta ao centro da meta já em 2009.

 

____________

 

 

O governo definiu para 2008, 2009 e 2010 uma meta de inflação de 4,5%, com margem de variação de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

 

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) -que baliza a política de metas - acumula nos últimos 12 meses até agosto uma alta de 6,17%.

 

A taxa básica de juro, a Selic, está atualmente em 13,75%.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h29
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Com nova secretária, Receita terá reestruturação  

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anuncia na próxima semana o processo de reestruturação da Receita Federal do Brasil, com uma nova estrutura organizacional para a autarquia.

 

A informação é do secretário adjunto da Receita Federal, Otacílio Cartaxo.

 

Segundo Cartaxo, que anunciou os resultados da arrecadação para agosto, a reestruturação deverá evidenciar "quem manda" e "quem obedece" dentro da Receita.

 

"É uma estrutura em que se defina claramente a linha de comando, quem manda e quem obedece", explicou.

 

Por ora, um grupo interdisciplinar formado por oito técnicos está trabalhando para identificar e quantificar os atuais problemas da autarquia.

 

Um mês após tomar posse, a secretária da Receita, Lina Maria Vieira, chegou a classificar de "caos" para o atendimento do contribuinte os reflexos da fusão da Receita Federal com a Receita Previdenciária, que criou a chamada Super Receita.

 

"Temos um prazo até o fim do ano (para concluir os trabalhos do grupo multidisciplinar) porque a Receita tem muita capilaridade", disse Cartaxo, opinando que "o caos já foi bem amenizado".



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h28
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Para Mantega, Brasil não precisa de "plano B" contra crise

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o Brasil não precisa de um "plano B" para se manter afastado da crise financeira mundial, mas confirmou que o pacote de socorro elaborado pelo governo dos Estados Unidos é "imprescindível" para o restabelecimento dos mercados.

 

"Não acredito que precisamos de plano B. Neste momento temos um estresse de crédito, mas o pacote (dos EUA) vai restabelecer o crédito, mesmo que em bases menores. Isso fará com que a economia mundial cresça menos, mas no Brasil o crédito é interno", disse o ministro, em entrevista à ao canal de televisão Globo News.

 

Mantega acredita que o Congresso americano está perto de um acordo para aprovar o pacote de US$ 700 bilhões, proposto pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson.

 

"Acho que é um perigo misturar política com economia. Mas acredito que eles estão próximos de chegar em um pacote de socorro que é imprescindível para restabelecer a tranqüilidade no setor econômico e todos têm essa consciência", apontou.

 

O ministro ainda afirmou que o Brasil tem regras no mercado financeiro melhores que as dos Estados Unidos aposta em um fortalecimento do País após a crise.

 

"Quando passar a tempestade, quem vai receber o capital são países como Brasil, que oferecem segurança e rentabilidade", avaliou Mantega.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h27
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Mantega anuncia adiamento de decisão sobre pré-sal

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que foi adiada para outubro a reunião definitiva da comissão interministeral que discute mudanças no marco regulatório do petróleo para exploração da camada pré-sal.

 

A reunião estava programada inicialmente para o fim deste mês. "A reunião derradeira deverá acontecer daqui a duas semanas, já em outubro", disse Mantega.

 

Segundo ele, a reunião foi postergada porque ainda há muitas posições divergentes sobre o modelo regulatório para o pré-sal.

 

"Vamos amadurecer as propostas. Quando as propostas estiverem maduras é que vamos apresentá-las", acrescentou.

 

Mantega explicou que a comissão interministerial deve levar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva até três propostas sobre o modelo.

 

"Caberá a ele escolher a melhor. Não podemos falar em capitalização ou não da Petrobras. O que sai na imprensa é mera especulação. É uma questão complexa e estratégica. São investimentos de R$ 400 bilhões a R$ 600 bilhões nos próximos anos", completou.

Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h26
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Frase do dia

 

"É muito provável que o improvável aconteça."

 

Ágaton, poeta grego citado por Aristóteles na Poética.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h26
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Entrevista imperdível com dois militantes comunistas dos EUA

 

 

O jornal Avante!, do Partido Comunista Português (PCP), publica uma imperdível entrevista com dois militantes comunistas norte-americanos, Roger Keeran e Thomas Kenny, que estão lançando o livro Socialismo Traído, recentemente publicado pelas Edições Avante!

 

Roger é historiador com obra publicada e professor universitário. Thomas é economista. Amigos de longa data, lançaram-se juntos no estudo e aprofundamento das causas que levaram à derrota do socialismo e à desagregação da URSS, "malogro que significou uma perda incalculável para os trabalhadores e povos oprimidos de todo o mundo", segundo o Avante!.

 

Veja (a grafia está no original):

 

Desde quando e por quê se interessaram pela investigação das causas da derrota do socialismo e do colapso da União Soviética?

 

Thomas Kenny – Tanto eu como o Roger considerámos os acontecimentos entre 1989 e 1991, o colapso do socialismo europeu, como um desastre titânico. Após 1991 pensámos que a história do socialismo suscitaria o interesse de muitos investigadores e que haveria uma avalanche de publicações sobre o assunto. Mas enganámo-nos, não houve nada, apenas silêncio. Apesar de este não ser o campo de trabalho de nenhum de nós, decidimos especializar-nos nesta área para fazer a investigação, lendo toda a literatura que encontrámos disponível. Trabalhámos durante quatro anos, entre 1991 e 2004, ano em que publicámos o livro nos Estados Unidos com as conclusões do estudo.

 

Mas o que nos levou realmente a tentar determinar as causas do colapso foi o facto de a teoria em que acreditamos não "autorizar" tal situação. O colapso do socialismo estava em contradição com tudo aquilo em que acreditávamos. Nunca pensámos que fosse possível destruir o socialismo, antes pelo contrário acreditávamos firmemente que o socialismo iria desenvolver-se e crescer continuamente.

 

O materialismo histórico estaria afinal errado?

 

TK – Não. Estávamos certos de que, enquanto método, o materialismo histórico permanecia válido, mas interrogámo-nos por que é que nada se disse sobre isto? Precisámos de muitas leituras e mais de um ano e meio até começarmos a identificar algumas peças deste puzzle e nos darmos conta do peso da chamada "segunda economia" na União Soviética, factor que se revelou decisivo nas nossas conclusões.

 

Roger Keeran – Nós acreditávamos que o socialismo do século XXI precisava de saber o que é que tinha acontecido ao socialismo do século XX. Depois da Revolução de Outubro, o acontecimento mais importante do século XX foi, talvez, a destruição da União Soviética e do socialismo na Europa.

 

Existe a ideia de que a perestróika constituiu uma resposta a uma crise económica, social, política, cultural, ideológica, moral e partidária, consequência de graves deformações ao ideal socialista, de distorções, erros e atrasos acumulados ao longo de muitos anos. Afirma-se que o "modelo" soviético de socialismo havia esgotado as suas potencialidades de desenvolvimento, tornando-se necessário proceder a reformas radicais. Querem comentar?

 

RK – É natural que perante um passo atrás tão tremendo as pessoas tendam a reagir com exagero na avaliação das suas causas. Não havia crise nenhuma na União Soviética, havia problemas, mas não uma crise…

 

Mas para a maioria das pessoas é uma evidência de que só uma profunda crise poderia provocar tal catástrofe...

 

RK – Acho que podemos sintetizar o nosso ponto de vista do seguinte modo: não foi a doença que matou o socialismo mas sim a cura. Ao contrário do que muitos pensam, não havia sinais de uma crise: não havia desemprego, inflação, manifestações, etc. Mas isto não significa que não houvesse problemas. É claro que os havia, designadamente no plano económico, muito deles agravados no período de Bréjnev, cuja liderança se caracterizou por uma passividade e falta de vontade para enfrentar os problemas. Neste sentido podemos dizer que houve uma espécie de "estagnação", apesar de não gostarmos desta palavra, já que significa ausência de crescimento, o que não corresponde à verdade.

 

Os problemas económicos agravaram-se a partir de que altura?

 

TK – A taxa de crescimento da economia começou a abrandar a partir da época de Khruchov, passando de 10 a 15 por cento ao ano para cinco, quatro e três por cento. Houve uma clara desaceleração, mas continuou a observar-se um crescimento respeitável segundo os padrões capitalistas, o que permitiu elevar continuamente o nível de vida na União Soviética. Em 1985 o nível de vida tinha atingido o seu ponto máximo.

 

No plano das nacionalidades, não se observavam conflitos ou contradições nacionais relevantes entre os povos da União Soviética. Havia problemas, dificuldades, mas não uma crise.

 

No plano internacional, a URSS estava sob pressão do imperialismo norte-americano. A administração Reagan aumentou a pressão militar, económica e diplomática. Também identificámos problemas no interior do partido que exigiam reformas. Mas a questão principal era outra.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h21
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Se, como afirmam, o socialismo não estava em crise, qual a origem das reformas destruidoras realizadas no final dos anos 80 na URSS?

 

TK - Ao longo da história da União Soviética digladiaram-se sempre duas tendências na política soviética: uma ala de direita, que defendia a incorporação de formas e ideias capitalistas, e uma ala de esquerda que apostava na luta de classes, num partido comunista forte e na defesa intransigente das posições da classe operária.

 

De resto, encontramos estas duas correntes mesmo antes da revolução de Outubro. Os mencheviques, por um lado, e os bolcheviques por outro. Mais tarde esta luta é polarizada por Bukhárine e Stáline, Khruchov e Mólotov, Bréjnev e Andrópov, Gorbatchov e Ligatchov. Toda a história da URSS pode ser vista à luz da luta entre estas duas correntes.

 

No entanto, só com Gorbatchov a ala direita obteve um triunfo completo.

 

RK – Bréjnev, com a sua política de estabilidade de quadros e o seu receio de fazer ondas, deixou uma direcção extremamente envelhecida e permitiu que se agravassem vários problemas na economia e na sociedade. A carência de alguns produtos, sobretudo os de alta qualidade, o desenvolvimento da "segunda economia", a corrupção de dirigentes do partido, tudo isto desagradava às pessoas. Quando Gorbatchov prometeu resolver estes problemas, quase toda a gente concordou. Parecia que finalmente tinha aparecido alguém com vontade de mudar as coisas para melhor.

 

Todavia, alguns apontam como causas do colapso a degeneração do partido comunista, o facto de o trabalho colectivo ter sido substituído a dada altura por um pequeno círculo de dirigentes e mesmo por um só dirigente individualmente; a democracia partidária ter sido estrangulada por um sistema burocrático centralizado; a indesejável fusão e confusão entre as estruturas do partido e do Estado; o afastamento do partido das massas; o fracasso da democracia socialista que era apresentada como um tipo superior de democracia. De acordo com esta tese, o povo soviético foi despojado do poder político e isso foi fatal para o socialismo. Concordam?

 

TK - A visão de que a União Soviética sofria de um défice democrático e de um excesso de centralização está muito espalhada entre socialistas reformistas, sociais-democratas, historiadores burgueses e mesmo entre alguns comunistas, mas, na nossa opinião, é uma visão errada e exagerada dos problemas da democracia soviética.

 

Apesar de alguns problemas, a democracia soviética tinha uma grande vitalidade. Cerca de 35 milhões de trabalhadores participavam directamente no trabalho dos sovietes, que eram instituições de poder que tomavam decisões efectivas, 163 milhões de trabalhadores estavam sindicalizados, o partido tinha 18 milhões de militantes, a democracia tinha outras instituições como as secções de cartas do leitor em todos os jornais, as organizações de mulheres e de jovens. É verdade que todas estas instituições tinham insuficiências, poderiam funcionar melhor e de forma mais efectiva, mas não é verdade que fossem instituições de fachada.

 

As pessoas que atacaram o nosso livro acreditam, na sua maioria, que a falta de democracia e o excesso de centralização foram as causas do colapso soviético. Curiosamente, este sempre foi o principal argumento da burguesia para difamar o regime soviético muito antes da chegada de Gorbatchov. Na nossa opinião é incorrecto acusar a democracia soviética de ter levado ao colapso.

 

RK – Muitas dessas críticas radicam na concepção burguesa de democracia. Na verdade a União Soviética sempre foi acusada de não ter uma democracia burguesa, de não ter partidos concorrentes. Todavia, as formas de democracia socialista, sem serem perfeitas, eram sob muitos aspectos muito mais ricas do que a democracia burguesa. Penso que o recente conflito na Geórgia nos fornece um exemplo a este respeito. Na antiga União Soviética, a Ossétia do Sul era um território autónomo onde as minorias étnicas tinham as suas escolas, língua, cultura. Após a desagregação da URSS, a "democracia" georgiana aboliu o estatuto de autonomia dos ossetas, o que agravou as tensões e desembocou numa guerra na região.

 

TK – Houve razões históricas que determinaram que na URSS apenas houvesse um partido. Logo a seguir à revolução os restantes partidos combateram o poder soviético, os socialistas revolucionários abandonaram o governo e tudo isso levou a que apenas ficassem os bolcheviques. A maioria dos países socialistas europeus tinha vários partidos, embora o papel dirigente do partido da classe operária fosse salvaguardado. A existência de um só partido acentuou a ideia de fusão entre o partido e o Estado, mas não vemos que isso possa ter constituído uma causa do colapso.

 

Mas as insuficiências da democracia soviética não terão impedido o povo de defender as conquistas revolucionárias, a URSS e o socialismo?

 

TK – Esse é o principal argumento dos que afirmam que havia um défice democrático. Por que é que o povo não defendeu o socialismo? Perguntam dando como resposta a falta de democracia e o excesso de centralização.

 

Em primeiro lugar, não é verdade que não tenha havido resistência. Houve, basta lembrar que, no referendo de 1991, a maioria esmagadora dos soviéticos (75 por cento) votou a favor da manutenção da URSS.

 

Por outro lado, para percebermos porque é que essa resistência não foi suficientemente forte para derrotar a contra-revolução, temos de ter em conta o seguinte: Gorbatchov e Iákovlev, ao mesmo tempo que prometiam o aperfeiçoamento do socialismo, com mais liberdade e democracia, destruíram num curto espaço de tempo as instituições através das quais a base do partido e o povo podiam expressar a sua vontade. A organização do partido foi desmantelada, os jornais e todos os meios de informação foram entregues a anticomunistas. De repente desapareceram os mecanismos e formas habituais de expressão democrática popular.

 

Regressando à economia, ficou-nos da perestróika a ideia de que o excesso de centralização, de planificação e de burocracia foram os causadores dos atrasos no desenvolvimento económico. Alguns acrescentam que houve uma estatização exagerada da economia, que as diferentes formas de propriedade deveriam ter sido mantidas e que o papel do mercado foi claramente subestimado durante o processo de construção do socialismo. Qual é o vosso ponto de vista?

 

RK – Penso que temos de começar por fazer a seguinte observação que ninguém contesta: a propriedade social dos meios de produção na União Soviética permitiu os mais rápidos ritmos de crescimento industrial jamais registados em qualquer época da história. Isso ocorreu nos anos 30, mas também a seguir à guerra até meados dos anos 50. Em quatro ou cinco anos, a União Soviética conseguiu recuperar da devastação provocada pela II Guerra Mundial, que deixou em ruínas um terço das cidades e um terço das indústrias.

 

Por tudo isto, nunca pensámos que a propriedade estatal, a centralização e a planificação pudessem ter causado o colapso. Mas havia algumas questões que precisavam de ser explicadas. Por que é que o crescimento começou a declinar nos anos 60 e 70? A economia continuava a crescer, mas qual era a razão da desaceleração? Os críticos da planificação centralizada viram aqui a demonstração das suas teses…

 

Talvez as enormes proporções atingidas pela economia colocassem verdadeiros problemas e dificultassem essa planificação?

 

RK – Sim, é certo que a expansão da economia tornou a planificação numa tarefa mais complexa. Todavia, a conclusão a que chegámos aponta em sentido contrário, ou seja, foi a erosão da planificação e o florescimento da "segunda economia" que colocaram entraves ao crescimento económico na URSS.

 

Não foi portanto a subestimação do papel do mercado, mas antes as medidas tomadas para o seu alargamento que desviaram recursos da economia socialista?

 

TK - Todas as sociedades socialistas têm mercados. A própria União Soviética sempre teve um mercado para o consumo privado. No entanto, as reformas económicas de Khruchov não só descentralizaram a planificação como introduziram alguns mecanismos de mercado na economia e formas de concorrência entre as empresas. As reformas de Kossiguin (primeiro-ministro da URSS entre 1964 e 1980) traduziram-se em cada vez maiores concessões ao modo de pensar capitalista.

 

Dos cinco institutos mais importantes e influentes de economia política soviéticos, três estavam nas mãos de economistas pró-capitalistas do tipo de Aganbeguian, por exemplo. Os principais sectores da inteligensia, incluindo os economistas, exerciam importantes pressões sobre o governo. Este foi um processo que se desenvolveu ao longo de 20 anos, não aconteceu tudo de uma vez.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h20
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Para alguns a perestróika tinha boas intenções mas falhou. No vosso livro, afirmam que esta foi a grande oportunidade para as forças anti-socialistas avançarem. Qual foi a responsabilidade e que intenções reais teve Gorbatchov em todo este processo?

 

TK – Apesar das suas posições oportunistas, não pensamos que Gorbatchov tenha agido conscientemente logo de início para trair o socialismo e restaurar o capitalismo. Ao contrário de Andrópov, que era profundo e um marxista-leninista genuíno, Gorbatchov era um brilhante actor, mas uma pessoa superficial, sem grande preparação teórica.

 

Quando se deslocou politicamente para a direita sob a influência de Iákovlev*, descobriu que o imperialismo o aprovava, que os elementos corrompidos do partido concordavam com ele, especialmente aqueles ligados à "segunda economia" que defendiam o sector privado, e aos poucos foi acelerando as reformas neste sentido. A dado momento Gorbatchov tomou a decisão consciente de que não era mais um comunista, mas um social-democrata, não acreditava mais na planificação, na propriedade social dos meios de produção, no papel da classe operária, na democracia socialista, queria que a União Soviética se transformasse numa Suécia ou algo parecido.

 

O oportunismo, o abandono da luta foi um processo gradual que se tornou evidente em 1986. Alguns dirigentes do partido ofereceram determinada resistência, como foi o caso de Ligatchov*, mas mesmo este tinha fraquezas, embora fosse de longe melhor homem do que Gorbatchov. Ligachov foi apanhado de surpresa. Ele próprio afirmou que havia duas formas de corrupção, uma que há muito todos sabiam que existia, e à qual queriam pôr fim quando assumiram o poder em 1985; e uma outra que surgiu no espaço de um ano e meio como uma forte vaga de pressão, vinda da "segunda economia" e das organizações mafiosas florescentes.

 

Como puderam esses sectores emergir com tal força na sociedade socialista?

 

TK – A "segunda economia" alcançou uma expressão importante em dois períodos da história da URSS: o primeiro foi durante a Nova Política Económica (NEP) dos anos 20 que permitiu o desenvolvimento do capitalismo, sob controlo estatal dentro de determinados limites. Esta foi uma opção consciente do Estado socialista tomada provisoriamente para fazer face à situação de emergência causada pela guerra civil. Em 1928-29 a NEP foi superada de forma decidida.

 

No entanto, dirigentes do partido como Bukhárine defenderam a manutenção da NEP apresentando-a como a via mais adequada para alcançar o socialismo. Esta corrente foi derrotada pela maioria do partido liderada por Stáline, que justamente lembrou que a NEP fora definida por Lénine como um recuo necessário, porém temporário. E apostaram na planificação centralizada e na propriedade social dos meios de produção.

 

Mas este período dos anos 20 ficou marcado não só pelo florescimento do capitalismo e dos sectores marginais e criminosos, mas também pelo alastramento de uma ideologia de direita, anti-socialista. Ou seja, podemos ver claramente uma correspondência entre a base material e a ideologia.

 

O segundo período foi mais prolongado e gradual. Teve início em meados dos anos 50, após a morte de Stáline. Khruchov foi a primeira peça deste puzzle. Em muitos aspectos, não todos, teve desvios de direita e quando estes foram demasiados houve uma correcção. Veio Bréjnev, mas este detestava mudanças, queria estabilidade, e apesar das disputas entre as alas esquerda e direita os problemas continuaram a acumular-se.

 

Foi então o acumular de problemas na época de Bréjnev que condicionou as reformas dos anos 80?

 

TK – Nos anos 80, os problemas eram evidentes para todos, mas a questão-chave que se colocava era qual das duas tendências tradicionais no partido os iria resolver: a tendência de direita ou a tendência de esquerda?

 

Infelizmente já conhecemos a resposta…

 

RK – Mas Bréjnev não teve apenas aspectos negativos. No plano internacional obteve a paridade militar com os Estados Unidos e ajudou os movimentos revolucionários em várias regiões do mundo. Este esforço no plano militar e no plano da solidariedade internacionalista exigiu importantes recursos que não puderam ser utilizados para suprir necessidades domésticas. Talvez também por esta razão que, durante este período, se tenha fechado os olhos ao sector privado ilegal que se desenvolvia nas franjas da economia socialista. Esta espécie de "pacto" com a "segunda economia" permitiu o surgimento de uma camada que ficou conhecida como "os milionários de Bréjnev", que eram pessoas que fizeram fortunas através de redes de corrupção toleradas pelo poder.

 

TK – Bem, trata-se de um sector ilegal, por isso não há números oficiais, o que torna o seu estudo difícil…

 

RK – Mas é verdade que se trata de um fenómeno ignorado e não reconhecido pela literatura marxista. A "segunda economia" foi sempre vista como um resquício do capitalismo que desapareceria à medida do avanço do socialismo. Contudo, há alguns estudos que nos mostram que o seu peso estava longe de ser negligenciável. Por exemplo, é interessante comparar o período de Bréjnev com os primeiros meses da direcção de Andrópov em termos de processos criminais instruídos por actividades económicas ilícitas. Verificamos que nos anos de Bréjnev não houve praticamente condenações pela prática deste tipo de crime, mesmo quando os casos chegaram a ser julgados em tribunal. Com Andrópov esta situação alterou-se radicalmente. Muitas pessoas foram condenadas nesse período.

 

No vosso livro, não dedicam muito espaço à análise do chamado "relatório secreto" apresentado ao XX congresso do PCUS por Khruchov sobre o "culto da personalidade", mas referem a necessidade de reavaliar o período comummente designado por "stalinismo", notando que enquanto tal não for feito, os comunistas continuarão prisioneiros do passado. Querem explicar?

 

RK – Quando começámos a escrever o livro essa questão colocou-se e tivemos de tomar uma decisão. Decidimos que não iríamos entrar no tema quente de Stáline. Há muitos preconceitos enraizados e, sobretudo, há muitas coisas que não conhecemos suficientemente para podermos desmontar ideias feitas e diariamente repetidas sobre Stáline. A única coisa que fizemos, ou pelo menos tentámos, foi abrir a porta a este assunto. Nós não temos todas as respostas sobre Stáline e a sua época, e seria um erro pensar que temos. Há muitos aspectos históricos e políticos que precisamos de absorver e compreender.

 

Contudo, praticamente todas as conquistas do socialismo que enumeram na introdução do livro foram alcançadas em particular durante os anos 30, sob a direcção de Stáline…

 

TK – É um facto, mas tivemos de fazer uma opção entre tratar toda a questão ou apenas o que consideramos ser a questão-chave. Por acaso, a maioria dos ataques ao nosso livro por parte de marxistas ou pseudo-marxistas, sociais-democratas ou comunistas revisionistas centraram-se precisamente na questão de Stáline. Não contestaram nada do que dissemos sobre Gorbatchov nem sobre a "segunda economia", apenas nos censuraram por sermos demasiado brandos com Stáline e por não termos reconhecido que Stáline era um monstro, um louco, um carniceiro. Esta questão no Partido Comunista dos Estados Unidos é particularmente sensível.

 

Mas se a tese do vosso livro está correcta, então as políticas de Stáline terão sido as mais correctas e as únicas que podiam garantir a construção do socialismo e defender as conquistas revolucionárias.

 

RK – O ódio a Stáline é tão cego e intenso que alguns críticos do nosso livro dizem que estamos errados e insistem que Stáline foi a causa do colapso da URSS.

 

Vem a propósito uma reflexão vossa sobre a importância do factor subjectivo no socialismo. Segundo afirmam, o papel dos dirigentes é mais decisivo no socialismo do que no capitalismo. Por quê?

 

TK – O capitalismo cresce enquanto que o socialismo é construído. No livro utilizamos uma metáfora em que comparamos o capitalismo a uma jangada a descer um rio. As possibilidades de dirigir a jangada são reduzidas, ela é arrastada pela força da corrente e apenas se podem fazer algumas pequenas correcções na trajectória. Nesta metáfora, o socialismo é um avião, o qual apesar de ser um meio de transporte incomparavelmente superior exige ser pilotado por uma equipa bem preparada científica e tecnologicamente, capaz de compreender e aplicar conscientemente as leis da ciência.

 

Ou seja, apesar de o avião ser um sistema superior é vulnerável num sentido em que a jangada não o é. Isto não significa obviamente que devamos abandonar o avião e voltar à jangada, assim como não podemos voltar ao tempo das cavernas, apesar de as nossas casas poderem ruir.

 

_________________

 

 

*Alekssandr Iákovlev - responsável a partir de 1985 pelo departamento de propaganda do PCUS, torna-se membro do CC do PCUS em 1986, responsável pelas questões da ideologia, informação e cultura. Sobe ao politburo em Junho de 1986 e é sob proposta sua que são nomeados os directores dos principais jornais e revistas do país que passam a defender abertamente posições antisocialistas (os jornais Moskovskie Novosti, Sovietskskaia Kultura, Izvestia; as revistas Ogoniok, Znamia, Novi Mir, entre outros. Faz publicar uma série de romances de escritores dissidentes e anti-soviéticos, bem como cerca de 30 filmes antes proibidos. Em Agosto de 1991 anuncia a decisão de abandonar o PCUS.

 

*Egor Ligatchov – membro do politburo entre 1985 e 1991, foi um dos impulsionadores da campanha anti-álcool (1985-87) e, mais tarde, assumiu-se como um opositor às reformas de Gorbatchov.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h13
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"Lulamania" está no auge no Brasil, diz La Nación

 

Uma reportagem do jornal argentino La Nación afirma que "a Lulamania continua no auge" no Brasil.

 

O artigo se refere aos índices de aprovação do presidente Luis Inácio Lula da Silva, que atingiram o recorde de 77,7% na última pesquisa trimestral do instituto Sensus — superando o nível de 2003, quando chegou ao poder pela primeira vez.

 

A matéria aponta que Lula é o presidente "mais apreciado da história recente do Brasil, um país que cresce a um ritmo maior que 5% ao ano e que exerce uma marcada influência regional".

 

Os resultados deram cacife para o presidente apresentar em Nova York, na Assembléia Geral da ONU, a campanha "Brasil sensacional", de promoção turística.

 

O La Nación diz que a aprovação do governo Lula — 68,8% — se explica pelo bom ritmo econômico e os programas sociais que alcançam os estratos sociais mais pobres.

 

Entretanto, prossegue o artigo, a boa imagem de Lula, que seria "imbatível" na disputa por um terceiro mandato, não se estende a outros membros do PT.

 

Nas pesquisas, um candidato da sigla oficial correria o risco de sequer passar para o segundo turno.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h12
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Orlando Silva discorda de Haddad e Marta sobre sucessão

 

O ministro dos Esportes, Orlando Silva (PCdoB), afirmou na quarta-feira (24) que "colocar um nome na frente da discussão de um programa" para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um início errado do processo.

 

Orlando Silva respondia a uma pergunta sobre a possível indicação da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, como candidata do governo para disputar a eleição presidencial de 2010.

 

Na terça-feira (23), o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse ter a percepção de que Lula já teria se decidido por Dilma Rousseff como candidata a sua sucessão.

 

O mesmo sentimento foi compartilhado na quarta-feira (24) pela candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, que considerou "formal e explícito" o apoio de Lula a Dilma.

 

Segundo Orlando Silva, embora a candidatura de Dilma esteja na mídia "o PT não apresentou à sociedade e não debateu conosco."

 

O ministro disse que há outros nomes legítimos da base aliada do presidente para disputar a sucessão de 2010, citando o deputado federal Ciro Gomes (PSB).

 

"Aqui mesmo no Ceará tem um líder político importante, Ciro Gomes, que já foi candidato à presidente da República, ministro e apóia o presidente Lula", ressaltou.

 

Orlando Silva defendeu a importância de que os partidos que hoje apóiam o governo se mantenham unidos na sucessão de 2010.

 

Disse ainda que o desafio no pós-Lula será manter o país no "rumo de afirmação internacional, de consolidação da democracia, de inclusão social e de crescimento econômico."

 

Sobre as pretensões dos comunistas na sucessão de 2010, Orlando Silva afirmou que o PCdoB tem interesse em integrar a chapa majoritária que será apoiada por Lula.

 

"Aliás, é legitimo participar até porque a nossa fidelidade a esse projeto é comprovada nas participações no Congresso Nacional, no governo e no movimento social", salientou.

 

Em relação às eleições municipais desse ano, o ministro comentou que o PCdoB tem boas chances de disputar o segundo turno com candidaturas próprias em três capitais — Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Luiz —, devendo reeleger, já no primeiro turno, o prefeito de Aracaju.

 

O ministro dos Esportes participou em Fortaleza de atividades de apoio à candidatura à reeleição da prefeita Luizianne Lins (PT) e gravou participação no programa eleitoral dela.

 

Ele é o sexto ministro a participar pessoalmente da campanha petista na capital cearense.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h11
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Lula diz que Equador é irmão caçula

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, sobre a reação do presidente do Equador Rafael Correa aos abusos Odebrecht, que aquele país é um irmão caçula.

 

"Não tem jeito. O Brasil tem o papel de ser cobrado, porque somos o maior. Você imagina na sua casa, com seus irmãos menores, quando você morava com três, quatro irmãos, você podia estar certo, mas eles ficavam te cobrando coisas", afirmou.

 

Correa exige o pagamento de uma indenização por parte da empreiteira brasileira por falhas na construção e posterior paralisação da central hidrelétrica San Francisco — a segunda maior do país — construída pela companhia.

 

Lula disse não ter dúvidas "de que vamos ter um acordo" e acrescentou:

 

"Tenho a certeza de que o presidente Rafael Correa vai me telefonar e vai discutir comigo, como dois dirigentes civilizados fazem."

 

O presidente brasileiro definiu a relação entre Brasil e Equador como sendo "extraordinária" e "histórica".

 

Lula afirmou que "ainda" não está preocupado que a relação entre os dois países venha a se deteriorar.

 

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que transmitiu à chanceler equatoriana, Maria Isabel Salvador, uma mensagem de "preocupação", que havia sido expressa pelo presidente Lula.

 

Amorim disse também ter receios de que a ação do governo Correa possa "afetar o clima das empresas brasileiras no Equador, o que não é bom".

 

O embargo dos bens da Odebrecht no Equador não deve ter repercussões nas relações entre os dois países, afirmou Correa.

 

"Não acredito que teremos repercussões internacionais", disse o presidente no porto de Guayaquil, antes de acrescentar:

 

"Eu gosto muito do Brasil, mas o que esta empresa tem feito no Equador é terrível."

 

O presidente antecipou que não pagará um empréstimo de mais de US$ 200 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financiou a construção da central hidrelétrica San Francisco, a cargo da Odebrecht e que deixou de operar há dois meses por danos nas turbinas.

 

"Nós pensamos seriamente em não pagar este crédito do BNDES (...) que o deu por meio da Odebrecht para a construção de San Francisco, e que também tem graves irregularidades porque é dinheiro que nem sequer entra no país", disse Correa.

 

"É dinheiro que se contabiliza como empréstimo interno e, na verdade, é um dinheiro que se dá à empresa, mas aparece como dívida do Equador com o Brasil. Porém, mais ainda é um empréstimo de centenas de milhões de dólares, de mais de US$ 200 milhões, para um projeto que não serve", disse.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h10
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Lugo denuncia na ONU máfias que tentam derrubá-lo

 

O presidente paraguaio, Fernando Lugo, disse na quarta-feira (24) que as máfias que passaram décadas se beneficiando do Estado em seu país agora tentam desestabilizar seu governo, que move uma guerra contra a ilegalidade e a corrupção.

 

Em seu primeiro discurso à Assembléia Geral da ONU, ele enfatizou a necessidade de eliminar a fome no mundo e respeitar o meio ambiente.

 

Falou também da proteção a comunidades indígenas, imigrantes, pobres e incapacitados.

 

"Há duas semanas, antes de concluir o primeiro mês de governo, começamos a grande guerra contra a ilegalidade na gestão governamental", disse.

 

"As máfias se encontram no pior momento da sua história. Não descartamos que, exclusão das mesmas do benefício dos escandalosos lucros que criavam milionários da noite para o dia, comecem a se entrincheirar e ainda formulem tentativas concretas de instabilidade", afirmou.

 

O Ministério Público paraguaio desmantelou há algumas semanas uma rede de corrupção na administração estatal de portos fluviais, por denúncia do novo diretor, que recebeu uma oferta para entrar no esquema de contrabando.

 

O novo governo iniciou investigações semelhantes em outros órgãos públicos, e anunciou a exoneração de milhares de funcionários contratados como parte de favores políticos durante a última campanha eleitoral.

 

"A resposta do governo se formula com serenidade, mas com firmeza. Intolerância absoluta a qualquer tentativa antidemocrática e portas fechadas ao diálogo chantagista", disse Lugo, que logo depois da posse apontou um complô para derrubá-lo.

 

Ele agradeceu o apoio internacional que recebeu depois do incidente e aludiu à crise na vizinha Bolívia e às negociações com Brasil e Argentina pelo preço da energia gerada nas hidrelétricas binacionais de Itaipu e Yacyretá.

 

"Nosso governo está empenhado em priorizar e utilizar esses recursos renováveis para o desenvolvimento econômico e social. Estamos situados no marco de um diálogo cada vez mais fluente com nossos países irmãos com os quais compartilhamos essas centrais , para que o equilíbrio de seus benefícios possa reparar dívidas sociais", disse.

 

Ele lembrou que mais de 35% dos paraguaios vivem na pobreza, sendo 20% indigentes, e que 4% das crianças do país sofrem de desnutrição.

 

"Esta situação é inaceitável e exige uma mudança radical", afirmou Lugo, que também condenou o terrorismo, defendeu a relevância da ONU e falou da importância do amor e da amizade.

 

____________

 

Pela primeira vez em décadas, um presidente do Paraguai deixou de usar o discurso na Assembléia Geral para defender a adesão de Taiwan à "comunidade internacional".



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h10
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Chávez diz na China que só o socialismo salva a humanidade

 

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, elogiou a China por sua "coragem e visão", após a queda da União Soviética, de manter o socialismo, "o único caminho para salvar a humanidade".

 

"Há um desabe imprevisível, colossal, do capitalismo mundial e diante desta dramática situação, que valor tem hoje para o mundo a façanha chinesa", disse Chávez.

 

Ele não economizou elogios "ao camarada Mao Tsé-tung, a Deng Xiaoping, e a todos os homens e mulheres que fizeram possível a revolução chinesa, e não só na revolução comunista, mas por ter resistido ao terremoto da queda soviética".

 

"Apesar de todas as correntes estarem em sentido contrário, a China teve a coragem e a visão de manter o único caminho que salvará a humanidade: o socialismo", afrimou o presidente venezuelano.

 

Chávez disse que, graças ao socialismo, China e Venezuela estão em condições "de suportar e superar a crise energética, alimentícia e financeira atuais".

 

As economias da China e da Venezuela oferecem ao mundo um modelo saudável de crescimento, enquanto o sistema financeiro global desmorona, disse.

 

"Vejam a crise que temos no mundo, e mesmo assim não estou preocupado pela Venezuela", destacou.

 

"A China não tem mais do que nós a se preocupar. pode nos afetar, sem dúvida, mas não vai nos jogar no chão", afirmou.

 

O presidente disse que aliados na América do Sul e em outras regiões estão criando um novo sistema para substituir o modelo norte-americano, que põe as forças do mercado acima de governos, instituições e pessoas comuns.

 

"Agora temos de fazer com mais urgência e velocidade, por causa do colapso do capitalismo, do sistema financeiro ocidental", acrescentou Chávez.

 

"Ainda temos tempo de salvar o mundo", acrescentou.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h09
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Venezuela desmonta mais uma etapa de tentativa de golpe

O ministro do Interior venezuelano, Tareck el-Aissami, informou sobre a detenção de dois civis que tinham "um canhão portátil" com o qual cometeriam um atentado contra o avião do presidente Hugo Chávez.

 

Com os dois detidos, de nacionalidade venezuelana, foram apreendidas também quatro granadas.

 

As detenções ocorreram no Estado de Zulia, na fronteira com a Colômbia, a cujas autoridades, que são opositoras a Chávez, Aissami acusou de "anuência, cooperação e inclusive facilitação de planos de golpes de Estado, assassinato e narcotráfico".

 

Trata-se, disse, do "desmantelamento de um setor que tinha em seu poder armas com uma grande capacidade de destruição".

 

O canhão "tem capacidade e alcance para destruir um avião" e ninguém deve ser "tão ingênuo para dizer que estas pessoas (os detidos) estavam caçando", disse.

 

Isto confirma, insistiu, em que "estava em andamento um plano de golpe de Estado e de assassinato contra o presidente", abortado graças a um "trabalho de inteligência" prévio.

 

Sobre se os detidos estão diretamente vinculados a algum dos cinco militares reformados que foram detidos após vir à tona um suposto complô contra Chávez, há duas semanas, respondeu que "evidentemente".

 

Dirigentes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), liderado por Chávez, apresentaram há uma semana uma solicitação formal na Procuradoria para que seja investigada "exaustivamente" a denúncia de um complô contra o presidente venezuelano.

 

Desde o início do mês, foram divulgados vídeos nos quais três altos comandantes militares reformados do serviço ativo colocam como objetivo assassinar Chávez ou derrubá-lo, e afirmam ter apoio de militares na ativa e de meios de comunicação.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h08
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Irã vai financiar 25 fábricas na Venezuela

 

O presidente venezuelano Hugo Cháve anunciou que, em breve, serão abertas 25 fábricas no país com financiamento e tecnologia iranianos.

 

As unidades industriais incluem fábricas para transformação de cereais, produtos lácteos, cimentos, sector automotive e petroquímica, segundo indicou o presidente numa comunicação pela televisão.

 

Os dois países assinaram, recentemente, um acordo para criação de um fundo de dois mil milhões de dólares destinado a financiar investimentos em "países amigo".

Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h08
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Unasul vai investigar massacre na Bolívia

 

Uma comissão de especialistas de todos os países que compõem a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) vai investigar a violação dos direitos humanos no departamento de Pando, na Bolívia.

 

O grupo será constituído na segunda-feira (29) e será coordenado pelo subsecretário de Direitos Humanos da Argentina, Rodolfo Matarollo.

 

A decisão foi tomada na quarta-feira (24) em reunião da Unasul realizada na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Durante as manifestações contra o governo do presidente da Bolívia, Evo Morales, 3 0 camponeses foram mortos em Pando, na fronteira com o Acre.

 

Evo Morales garantiu que o seu governo tem interesse em investigar as mortes.

 

"O governo nacional estará esperando os delegados para essa investigação e dessa maneira esclarecer todos os acontecimentos na Bolívia", disse.

 

Ele ressaltou que o objetivo do governo é garantir a autonomia legal e constitucional no país.

 

"Quem rechaça e não quer legalizar a aprovação da nova Constituição são os inimigos do povo, especialmente do movimento campesino indígena, que historicamente apostou em uma nova Constituição, buscando igualdade e justiça social", ressaltou.

 

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse que a Unasul vai continuar trabalhando em apoio à democracia na Bolívia.

 

Também participaram do encontro da Unasul os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; da Argentina, Cristina Kirschner, e do Paraguai, Fernando Lugo.

 

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O que a linguagem diplomática da Unasul chama de “violação dos direitos humanos” na verdade foi uma massacre, uma ação fascista da direita boliviana.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h07
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Morales diz que direita prepara novos ataques

 

O presidente da Bolívia, Evo Morales, alertou na quarta-feira (24) que a Bolívia pode ser atingida por uma nova onda de protestos se um grupo de governadores direitistas que insiste em bloquear a nova Constituição do país.

 

Morales fez a advertência em uma entrevista à rede de televisão Telesur, em Nova York.

 

"Sei que não há vontade, mas bem ou mal, o povo vai obrigá-los a aprovar a nova Constituição. Se não quiserem prefiro que rejeitem a nova Constituição com o voto e não com a violência como fizeram", disse.

Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h06
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Bolívia critica UE por passividade diante da crise política

 

O embaixador da Bolívia perante a União Européia (UE), Christian Inchauste, afirmou que os 27 países-membros não deram o apoio esperado ao governo boliviano na crise política do país e pediu à Europa um "compromisso mais forte" com a democracia na América Latina.

 

Inchauste criticou que, na relação da UE com a América Latina, os assuntos comerciais tenham "estado acima de todos os demais temas, como o do processo político".

 

Perguntado pela resposta do bloco à situação vivida pela Bolívia, o embaixador disse que o governo e demais países latino-americanos esperavam "um pouquinho mais de atitude" que a mostrada pela UE, ao considerar que "os fatos que passaram na Bolívia foram sumamente graves".

 

Inchauste assegurou que na Bolívia "se está jogando, em certa maneira, com a sorte do Cone Sul, talvez da América do Sul para os próximos 20 anos".

 

Em sua opinião, a situação é "vital, porque qualquer quebra institucional ou no Estado de Direito vai impactar no resto da região".



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h06
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Bush anuncia fórum para promover livre-comércio na América

 

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e outros governantes americanos anunciaram a criação da "Iniciativa para o Caminho à Prosperidade na América", um fórum que servirá para promover o livre-comércio no continente.

 

A Nicarágua é o único dos países do continente americano com que os Estados Unidos têm assinados Tratados de Livre-Comércio que não participa da iniciativa.

 

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe, explicou que a Nicarágua foi convidada a participar, mas se recusou a estar presente.

 

Em palavras de Bush ao apresentar a iniciativa no Conselho das Américas em Nova York, neste fórum os líderes poderão "trabalhar para assegurarem que os benefícios do comércio sejam compartilhados amplamente".

 

A iniciativa, disse, "aprofundará as conexões entre os mercados regionais e expandirá nossa cooperação em questões de desenvolvimento".

 

"É uma iniciativa muito promissora e esperamos resultados positivos quando nossos representantes se reunirem neste fórum no final deste ano", declarou Bush.

 

Em comunicado ao final do encontro, os países participantes afirmaram que reconhecem que, "para alcançar todos os benefícios da liberalização do comércio e da abertura de mercados", é necessário "promover, integrar e fazer avançar todos os aspectos" da agenda econômica e de desenvolvimento no continente.

 

Dentro da iniciativa, disseram, os países signatários se comprometem a "aumentar as oportunidades para nossos cidadãos, em particular os pequenos empresários e os camponeses, para que possam se aproveitar do comércio".

 

Também promoverão uma "arquitetura" para o comércio regional "consistente com o sistema comercial mundial" e aumentarão a cooperação regional no desenvolvimento econômico.

 

Além disso, os países aumentarão sua cooperação e a troca dos melhores procedimentos trabalhistas e ambientais.

 

Da mesma forma, afirmam que se envolverão com o setor privado e com a sociedade civil para fazer avançar estes objetivos, mediante, entre outras possibilidades, a promoção de alianças entre o setor público e o privado.

 

____________

 

 

As agências não informaram quais países participaram deste evento.

 

Trata-se uma informação estranha, que precisa ser melhor investigada.

Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h05
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Concerto em Jerusalém usa violinos de vítimas do nazismo

 

Dezesseis violinos usados por vítimas do Holocausto — inclusive um que teve o estojo usado para contrabandear explosivos que detonariam uma base nazista — foram usados na quarta-feira (24) em um concerto em Jerusalém.

 

"Cada violino tem sua história", disse Amnon Weinstein, 69 anos, que junto com seu filho passou mais de uma década restaurando violinos recolhidos em toda a Europa.

 

Weinstein disse ter recebido os violinos em diversos estados de conservação.

 

Muitos vinham decorados com a estrela de Davi, testemunho de sua passagem por mãos judias.

 

"Ao restaurar seus violinos, seu legado renasce", disse Weinstein, que perdeu a maior parte dos parentes no Holocausto.

 

Esses instrumentos tocaram juntos pela primeira vez num concerto intitulado Violinos da Esperança, com o conjunto israelense Raanana Symphonette e a Orquestra Filarmônica de Istambul.

 

À luz dos candelabros da Cidade Velha, milhares de pessoas viram o renomado virtuose israelense Shlomo Mintz interpretar Avinu Malkeinu ("Nosso pai, nosso rei"), obra que marca o Dia da Penitência para os judeus.

 

Um dos instrumentos apresentados, conhecido como "violino de Motele", pertenceu a um menino judeu de 12 anos que tocou para oficiais nazistas em Belarus em 1944.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h05
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Cuba pede na ONU responsabilidade por “ordem internacional”

 

O primeiro vice-presidente de Cuba, José Ramón Machado Ventura, disse que os países mais industrializados devem assumir sua responsabilidade na criação da "ordem internacional vigente", à qual se referiu como "injusta e insustentável".

 

Em seu discurso na 63ª Assembléia Geral das Nações Unidas, o chefe da delegação cubana disse que o planeta vive "um momento decisivo", no qual "a própria existência da espécie humana" se vê ameaçada.

 

"Os responsáveis por este estado das coisas, os países industrializados e, em particular, a única superpotência, devem assumir suas responsabilidades", assegurou Machado, que falou em nome do Movimento dos Países Não-Alinhados (Noal), presidido por Cuba.

 

O vice-presidente cubano destacou que "fabulosas fortunas não podem continuar sendo desperdiçadas enquanto milhões de seres humanos passam fome e morrem de doenças curáveis".

 

Além disso, atribuiu "a insustentável" situação do grupo de países à "irracionalidade, ao desperdício e à especulação de poucos países do norte industrializado, que são os responsáveis pela crise mundial".

 

O primeiro vice-presidente cubano também disse que, enquanto o mundo investe US$ 1 trilhão em armamentos, 850 milhões de pessoas passam fome, 1,1 bilhão vivem sem acesso à água potável e mais de 800 milhões são analfabetas.

 

Em razão disso, Machado propôs uma longa lista de medidas, como o fim das "guerras de ocupação", o uso de parte dos orçamentos militares na promoção do desenvolvimento e o perdão da dívida externa da nações pobres.

 

"O que hoje é mais premente que nunca é estabelecer uma ordem internacional democrática e equitativo, e um sistema de comércio justo e transparente", afirmou.

 

Machado também criticou a política dos Estados Unidos para Cuba, que resiste "ao bloqueio mais longo e cruel da história".

Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h05
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Cuba reordena prioridades para enfrentar destruição

 

Cuba está reordenando suas prioridades econômicas e de investimento depois da destruição provocada pelos furacões Ike e Gustav, disse o ministro de Comércio Exterior, Raúl de la Nuez.

 

Os furacões do fim de agosto e começo de setembro deixaram prejuízos de pelo menos  US$ 5 bilhões, com danos em 500 mil casas e 30% das lavouras.

 

"O que há é um reordenamento das prioridades", disse De la Nuez.

 

"Agora é preciso segurar algumas compras, alguns investimentos que havíamos pensado, e priorizar aquelas questões que são mais necessárias para o país: a alimentação, a habitação", afirmou.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h04
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Assembléia Popular da Abkházia ratifica acordo com a Rússia

 

Os deputados da Assembléia Popular da Abkházia ratificaram por unanimidade o acordo de amizade, cooperação e assistência mútua em caso de agressão assinado com a Rússia.

 

A votação no Parlamento contou com a presença do presidente da Abkházia, Sergei Bagapsh, informou a agência Interfax.

 

A vice-presidente do Parlamento, Irina Agrba, qualificou a sessão de histórica e destacou o grande significado que tem para o destino da Abkházia e de sua população.

 

A Rússia assinou em 17 de setembro em Moscou vários acordos de amizade, cooperação e assistência mútua em caso de agressão com a Abkházia e a Ossétia do Sul.

 

O presidente russo, Dmitri Medvedev, qualificou estes acordos, similares aos que a União Soviética assinou com os países-membros do Pacto de Varsóvia, de "históricos" e de uma "confirmação lógica" da vitória russa contra as hostilidades da Geórgia.

Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h03
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Crise financeira não justifica protecionismo, diz OMC

 

A crise financeira global não deve provocar um recuo na abertura econômica global, disse na quarta-feira (24) o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy.

 

Segundo ele, as lições deixadas pela quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, e pela Grande Depressão subseqüente mostram que o protecionismo só piora as coisas.

 

"O atual furacão que atingiu os mercados financeiros não deve distrair a comunidade internacional da busca por mais integração e abertura econômicas", disse Lamy num fórum da OMC.

 

"Numa crise financeira e numa época de perturbação econômica, em particular numa época de aumento dos preços alimentícios, o que os consumidores empobrecidos precisam desesperadamente é ver o seu poder de compra ampliado, em vez de reduzido", afirmou.

 

Lamy defende a conclusão da chamada Rodada Doha da abertura comercial global, lançada em 2001.

 

Segundo ele, diplomatas buscam novamente, há duas semanas, um consenso nessas questões, depois do colapso das negociações ministeriais na OMC, em julho.

 

A nova meta agora é obter um acordo agrícola e industrial até o final do ano, segundo Lamy.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h03
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OIT diz que energias limpas criarão 20 milhões de empregos

 

Um relatório divulgado pela Organização Mundial do Trabalho (OIT) indica que, até 2030, o desenvolvimento de alternativas limpas de energia irá criar mais de 20 milhões de empregos em todo o mundo.

 

O documento, intitulado “Green Jobs: Towards Decent Work in a Sustainable, Low-Carbon World” ("Empregos Verdes: Rumo a um Emprego Decente em um Mundo Sustentável e com Baixas Emissões de Carbono", em tradução livre), analisa como o desenvolvimento das fontes de energia sustentáveis já está tendo impacto sobre o mercado de trabalho e traça as perspectivas para o futuro.

 

Uma estimativa citada no relatório indica que, atualmente, cerca de 2,3 milhões de pessoas ocupam empregos diretamente ligados a fontes renováveis de energia, sendo que a maioria (1,174 milhão) trabalha com biomassa.

 

"Dado o aumento rápido do interesse em alternativas energéticas, os anos futuros poderão ser marcados pelo aumento mundial do número de empregos (na área) — possivelmente até 2,1 milhões em energia eólica e 6,3 milhões em energia solar até 2030", diz o documento.

Brasil

 

Segundo a OIT, o relatório é o primeiro estudo abrangente sobre o surgimento de uma "economia verde" e seu impacto no mercado de trabalho.

 

O Brasil é citado no relatório como sendo um dos líderes mundiais no número de vagas de trabalho na produção de energia derivada de biomassa, juntamente com Estados Unidos, Japão, Alemanha e China.

 

Segundo o documento, estima-se que 500 mil trabalhem diretamente com biomassa só no Brasil — o que inclui o processamento de cana-de-açúcar para produzir etanol.

 

"Até o momento, um pequeno grupo de países responde pelo grosso dos investimentos em energia renovável", diz o relatório.

 

"Alemanha, Japão, China, Brasil e os Estados Unidos têm papéis particularmente proeminentes no desenvolvimento de tecnologias renováveis e, até agora, têm mantido a maior parte dos empregos nesse setor em todo o mundo", afirma.

 

O documento diz que o crescimento do número de vagas de emprego "verdes" depende de os países implementarem e ampliarem medidas como a redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa e a redução dos subsídios à produção de petróleo e gás natural.

Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h02
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Dividendos do BNDES para o superávit podem ser devolvidos

 

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o governo estuda a possibilidade de devolver ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) parte ou todos os dividendos pagos pelo banco neste ano ao governo como forma de aumentar o superávit primário de 3,8% para 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) anunciados em junho.

 

Essa devolução teria de ser feita, segundo o ministro, como uma espécie de compensação no valor de cerca de R$ 5 bilhões porque o dividendo foi pago ao caixa do Tesouro.

 

Bernardo ressaltou que essa medida dependerá ainda de uma análise das contas públicas que será feita pelo próprio Tesouro Nacional, já que o governo não abrirá mão do superávit primário de 4,3%.

 

“Se nós tivermos condições de fazer isso, vamos fazê-lo. Há uma determinação do presidente Lula que o BNDES tenha funding (capacidade de pagamento) suficiente de recursos para manter o financiamento e atender a demanda das empresas. Temos que analisar as nossas contas”, afirmou.

 

O ministro disse que a questão do crédito no Brasil está bem equacionada referindo-se a decisão do Banco Central de modificar as regras do compulsório.

 

Paulo Bernardo afirmou que os empresários podem ficar otimistas em relação ao futuro, porque ainda que haja uma crise há mais de um ano ela não atingiu a economia real e nem se sabe se vai atingir.

 

“Não adianta arrancar os cabelos sem saber qual é sua extensão (da crise). E não temos razão para não achar que vamos crescer 5,5% neste ano e 4,5% ano que vem”, completou.

Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h01
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A polêmica defesa da exigência do diploma para o jornalismo

 

O Portal Comunique-se, feito por jornalista para jornalista, publicou a seguinte matéria sobre a polêmica defesa da exigência do diploma para o exercício do jornalismo.

 

Boechat, Miro Teixeira, Kfouri e Bucci comentam pesquisa da Fenaj

 

Carla Soares Martin

 

Com mais de 50 comentários no Comunique-se, a matéria desta terça (24/09) “Brasileiros defendem diploma para jornalistas” chamou a atenção da comunidade do Portal. Para saber o que pensam profissionais ligados diretamente ao tema, convidamos Ricardo Boechat, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), Juca Kfouri e Eugênio Bucci para falar sobre a pesquisa da Fenaj/Sensus.

 

A pesquisa, com 2 mil entrevistados em todo o país, retratou que os brasileiros são favoráveis à obrigatoriedade do diploma e à criação de um Conselho Federal de jornalismo. Quando se questionou sobre a credibilidade das notícias veiculadas, a população, no entanto, foi comedida. Menos da metade acredita no que é publicado, no que escuta ou no que vê.

 

Ricardo Boechat, da Band, não completou o 2º grau. “Fui trabalhar, cuidar da vida”, conta. Para Boechat, o diploma não deveria ser um “dado impeditivo”. “Não entendo que ao jornalismo tenha que se impor um pretenso conteúdo específico”, disse o jornalista.

O também radialista da BandNews FM argumenta que a faculdade seria interessante do ponto de vista humano. “Para a cidadania, a discussão, o debate”, afirmou.

 

O jornalista não se surpreendeu com mais da metade dos entrevistados não acreditar piamente nas matérias publicadas. “Prefiro uma opinião pública que desconfia do que confia”, disse. Boechat acredita que o jornalismo está na média nacional de credibilidade de outras instituições públicas, como o Poder Judiciário e o Parlamento. “Não merecemos mais do que isso, não”, finalizou.

 

Juca

 

Colunista da Folha, e apresentador da CBN e da ESPN, Juca Kfouri pondera a declaração de Boechat. “Eu sou a favor do diploma, mas contra a obrigatoriedade”. Para o jornalista, todo e qualquer profissional que tivesse ensino superior poderia atuar na profissão.

 

Kfouri é contra, também, à instauração de um Conselho Federal de jornalismo, como prevê o projeto do deputado Celso Russomano (PP-SP). “A regulamentação da profissão de jornalista deve ser feita pela sociedade civil, sem ingerência do governo”, disse.

 

Mas ele, diferentemente de Boechat, se surpreendeu com os dados de credibilidade. Para ele, a falta dela atribuída à imprensa se dá pelos “garotos-propaganda”. “Há muitos jornalistas que vendem produtos e não só no jornalismo esportivo”, comentou.

 

Bucci

 

O jornalista Eugênio Bucci diz que a questão do diploma é “secundária”. Mas ressalva que, com a profissionalização do jornalismo, o “padrão da profissão elevou-se”.

 

Para ele, o índice de credibilidade em 42,7% por parte da população é elevado. “É uma boa notícia”, disse.

 

Miro Teixeira

 

O deputado e jornalista Miro Teixeira é voz dissonante. Acredita que o diploma deva ser obrigatório. “O direito da informação é o direto da população a uma informação qualificada”, disse. Para ele, “a evolução dos conceitos remete a um aperfeiçoamento da mão-de-obra”, que incluiria a realização de uma faculdade. Mas Miro Teixeira faz uma ressalva: colunistas e comentaristas não precisariam ter o diploma. “Você vê, é o máximo o Oscar falando de basquete, por exemplo”, ressaltou.

 

Assim como Bucci, Miro Teixeira se diz admirado com o resultado da pesquisa no quesito credibilidade. “O número é surpreendentemente alto quando se faz uma pergunta seca à população, no tratamento genérico dado à imprensa, sem se especificar rádio, TV, jornal ou internet”.

 

Sobre a criação de um Conselho Federal, o deputado é contra. “Sou contra a qualquer forma de controle da atividade”, disse. E citou Maquiavel: “Quem regulamenta protege os próprios interesses”, afirmou Miro Teixeira.

Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h01
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Frase do dia

 

“O cérebro do vaidoso é, deveras, um arsenal de mentiras e um templo de auto-adoração. Ele perdoa qualquer falta, exceto a de quem lhe nega incenso.”

 

De Aloísio Derossi, enviada por Severino Lourenço.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h01
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Elo perdido da Via Láctea pode ter sido encontrado

 

Cientistas espanhóis encontraram na Via Láctea um estranho objeto que poderia ser o elo perdido dos magnetares, um grupo de estrelas de nêutrons jovens com um campo magnético muito intenso.

 

O estudo, realizado por pesquisadores do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, analisa o comportamento "único" do objeto encontrado, que experimentou 40 erupções detectadas na categoria visível do espectro eletromagnético.

 

No espectro eletromagnético deles foram detectadas 40 erupções.

 

A atividade durou apenas três dias e pôde ser observada a partir de vários observatórios astronômicos.

 

O pesquisador Alberto Castro Tirado explicou que os magnetares pertencem à categoria de estrelas de nêutrons ou pulsares (com massa original maior que a do Sol e fruto da explosão de uma supernova) e alguns se diferenciam por seu campo magnético.

 

Os magnetares têm um campo magnético cem vezes superior ao resto e dez trilhões a mais que o ímã que se prende na geladeira.

 

São objetos únicos, segundo Castro, com os campos magnéticos mais potentes do universo, mas inativos durante décadas, daí que poucos sejam poucos conhecidos.

 

Além disso, uma de suas erupções pode emitir tanta energia quanto o Sol ao longo de mil anos.

 

A família das estrelas de nêutrons está incompleta e, até agora, foi possível demonstrar que no extremo mais energético estão os magnetares, objetos jovens que, em alguns casos, são detectados por suas intensas e efêmeras emissões em raios gama.

 

No lado oposto, foram encontradas estrelas de nêutrons isoladas, objetos muito frágeis e velhos que emitem raios X com pouca intensidade, devendo existir milhões de magnetares mortos na galáxia.

 

Embora alguns cientistas já tenham apontado uma possível evolução dos magnetares para uma velhice tranqüila e débil, nunca havia sido detectado um objeto que pudesse se encaixar entre os dois estágios e provar assim esta evolução.

 

O comportamento do objeto encontrado confundiu em um primeiro momento os pesquisadores, já que as primeiras observações pareciam indicar que se tratava de uma explosão de raios gama produzida pela morte de uma estrela de uma galáxia distante.

 

No entanto, depois se comprovou que o objeto não só estava perto, na Via Láctea, mas também mostrava um comportamento diferente, afirmou o cientista.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 23h58
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Nasa divulga imagem de nova “mancha” solar

 

 

A agência espacial americana (Nasa) divulgou na quarta-feira (24) uma imagem transmitida pela Sonda Soho, que mostra uma mancha solar.

 

Segundo os cientistas, esta mancha surgiu devido à orientação magnética do sol, que entra em um novo ciclo.

 

A Solar and Heliospheric Observatory (SOHO) é uma missão não tripulada da European Space Agency (ESA) e da Nasa. Foi lançada em dezembro de 1995, com a finalidade de estudar o Sol.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 23h57
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Comissário econômico da UE diz que economia real será afetada

 

O comissário europeu dos Assuntos Econômicos, Joaquin Almunia, afirmou que a crise financeira atual afeta a economia real e que as perspectivas de crescimento futuro são incertas, em particular o próximo ano.

 

"É evidente que os acontecimentos no sector financeiro afetam a economia real", declarou o comissário, explicando ainda que "a situação econômica e as perspectivas permanecem particularmente incertas”.

 

“Os riscos para o crescimento subsistem", disse.

 

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A falência do Lehman Brothers na semana passada precipitou os mercados financeiros para quedas fortíssimas, empurrando grandes grupos financeiros para situações de falta de liquidez e consequentes situações de pré-falência.

 

Foram os casos da American Internacional Group (AIG), da Merril Lynch e da Goldman Sachs e das empresas de créditos hipotecários Fannie Mae e Freddie Mac.

 

Todas recorreram aos apoios públicos para se manterem vivas, face à razia da liquidez de curto prazo.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 23h57
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CUT entregará ao governo projetos para a área de energia

 

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) deve entregar ainda esta semana um documento à Presidência da República sobre projetos na área de energia — que tocam em temas como etanol, biodiesel e petróleo da camada pré-sal.

 

A central foi uma das organizações da sociedade civil que participou, ainda em 2004, das discussões sobre a estruturação do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).

 

O documento incluirá reflexões do seminário "Energia, Desenvolvimento e Soberania: Estratégias da CUT", realizado em São Paulo na semana passada.

 

Em linhas gerais, o evento abordou as expectativas pouco promissoras da expansão da agroenergia no Brasil (em especial do etanol) do ponto de vista socioambiental, da inclusão da agricultura familiar e da melhoria de condições de vida dos trabalhadores rurais.

 

O setor sucroalcooleiro, palco de casos de trabalho escravo e de mortes por exaustão, deve ser um dos alvos principais das pressões do movimento sindical.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 23h56
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Watteau (PCdoB) pede que consumidor não pague luz

 

Na seqüência das ações que tramitam na Justiça contra o reajuste de 15,77% na tarifa de energia elétrica aplicada pela Energisa, o vereador Watteau Rodrigues(PCdoB), conclamou os consumidores a suspenderem o pagamento das contas de luz até que sejam concluídas as investigações que serão deflagradas com as instalações das CPIs da Câmara e da Assembléia.

 

"A suspensão do pagamento reforçaria as investigações na Câmara e na Assembléia, que deverão abranger desde a privatização da Saelpa", disse Watteau.

 

Os pedidos para a instalação das CPIs ainda tramitam nas mesas diretoras das duas casas legislativas.

 

Amanhã, várias entidades vão promover mobilizações no centro de João Pessoa contra o reajuste.

 

Na sexta-feira, os movimentos pedem que a população desliguem as tomadas entre 18hs e 18h15, promovendo um apagão como forma de protestar contra e empresa.

 

Duas ações contra o reajuste da tarifa de energia já foram ajuizadas: a primeira movida pela prefeitura de João Pessoa através do Procon e Procuradoria Jurídica e, uma segunda ação, interposta pela Ordem dos Advogados do Brasil(OAB).



Escrito por Osvaldo Bertolino às 23h56
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Google investe US$ 10 mi em idéias para “mudar o mundo”

 

O Google, que celebra 10 anos de vida este mês, anunciou na quarta-feira (24) um investimento de US$ 10 milhões para patrocinar 5 idéias que possam “mudar o mundo ajudando o maior número possível de pessoas”.

 

Como parte do Projeto 10^100, o Google pedirá aos seus usuários que enviem idéias para melhorar a vida das pessoas até o dia 20 de outubro.

 

A empresa escolherá as 100 melhores e abrirá estas para voto público dos 20 semi finalistas.

 

Um grupo de jurados escolherá, então, as 5 melhores idéias que dividirão os US$ 10 milhões oferecidos pelo Google.

 

Cinco critérios avaliarão os projetos: alcance e impacto sobre pessoas, viabilidade, eficiência e longevidade.

 

A votação será aberta no dia 27 de janeiro de 2009, e os interessados podem se inscrever para receber um lembrete de voto.

 

Algumas categorias para a inclusão de idéias são comunidade, energia, meio ambiente, saúde e educação.

 

As idéias podem ser grandes ou pequenas, com tecnologia ou não — mas devem ter o potencial de impacto positivo no mundo.

 

“Aprendemos no Google, nos últimos 10 anos, que grandes idéias podem vir de qualquer lugar. O Chrome surgiu quando engenheiros perceberam que precisavam de um navegador para aplicativos online. O Google News começou quando um engenheiro, na tragédia de 11 de setembro, se frustrou por não agregar notícias do mundo em um lugar”, declarou a empresa.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 23h55
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Bird e OCDE dizem que mulheres ainda são penalizadas

 

Um relatório do Banco Mundial (Bird) e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirma que ainda é lento o progresso para se alcançar a igualdade de oportunidades econômicas entre homens e mulheres.

 

Segundo o relatório, a situação das mulheres em termos de saúde e educação melhorou de forma substancial na maioria dos 122 países que forneceram dados.

 

Mas ainda são necessários US$ 13 bilhões por ano para alcançar o objetivo de igualdade entre homens e mulheres.

 

"A igualdade entre homens e mulheres é a chave para a redução da pobreza e para o crescimento", afirmou Danny Leipziger, vice-presidente do Banco Mundial para Redução de Pobreza e Gerenciamento Econômico.

 

"O progresso na educação de mulheres é essencial, mas não será o bastante se não melhorarmos o acesso a bons empregos e linhas de crédito, à posse de terras e a atividades geradoras de renda", acrescentou.

 

O relatório "Igualdade para Mulheres: Onde Estamos em Relação à Meta de Desenvolvimento do Milênio 3?" foi lançado nesta quarta-feira, em Washington, durante um seminário do Centro Internacional de Pesquisa sobre Mulheres e do Banco Mundial.

 

As Metas do Milênio estabelecidas pela ONU foram aprovadas por 189 líderes de todo o mundo em 2000, e a terceira meta determinada é a de igualdade entre os sexos.

 

Segundo o relatório, de 122 países que disponibilizaram informações, 82 alcançaram a meta oficial de paridade entre os sexos (estabelecida de acordo com as Metas do Milênio) em matrículas no ensino primário e secundário em 2005.

 

Mas 19 países — 13 na região da África subsaariana — estão longe de alcançar esta meta.

 

No geral, a expansão das oportunidades políticas e econômicas das mulheres é bem mais lenta do que o progresso na educação e na saúde das mulheres.

 

Para mudar isso, segundo o relatório, são necessárias mudanças em normas sociais básicas.

 

O relatório afirma que alguns exemplos recentes mostram que a criação de políticas não apenas para mulheres, mas também gerenciadas por mulheres, pode diminuir a diferença entre os sexos.

 

Como exemplos mais conhecidos, o documento cita o que chama de programas de transferência condicional de renda, criados em toda a América Latina e Caribe, inclusive no Brasil.

 

"Um dos principais traços de programas deste tipo é certamente o papel predominante das mulheres", afirma o relatório.

 

Apesar de citar o Brasil entre os países com programas de transferência de renda, o relatório afirma que o país, comparativamente, ainda tem salários mais baixos para mulheres do que para os homens, apesar de alta participação das mulheres no setor de trabalho assalariado.

 

O documento afirma que serão necessários US$ 13 bilhões por ano, segundo os cálculos do projeto Metas do Milênio da ONU, para atingir a igualdade entre os sexos.

 

O dinheiro seria conseguido se doadores bilaterais e multilaterais, fundações particulares e outros aumentassem seus gastos para atingir a terceira meta em particular.

 

"Tivemos algum progresso, mas para alcançar a igualdade de sexos e oportunidades econômicas reais para mulheres serão necessárias mais verbas, políticas eficientes e muita vontade", afirmou Eckhard Deutscher, presidente do Comitê de Assistência ao Desenvolvimento da OCDE.

 

"Quando estes três elementos estiverem alinhados, o progresso será rápido", acrescentou.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 23h55
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Brasil é campeão em IED na América Latina, diz Unctad

 

O Brasil foi o país que mais recebeu investimentos externos diretos (IED) na América Latina no ano passado, segundo um relatório da Unctad, o braço da ONU para comércio e desenvolvimento, divulgado na quarta-feira (24).

 

O país, que tradicionalmente disputa esse título com o México, recebeu US$ 34,6 bilhões no ano passado, um aumento de 84% em relação a 2006.

 

Segundo o estudo da Unctad, os setores que mais se beneficiaram da entrada de recursos foram o de mineração, metalurgia, alimentos e bebidas, refinarias e petroquímicas.

 

Os mexicanos ficaram em segundo lugar no ranking latino-americano de investimentos, com US$ 24,7 bilhões recebidos - um aumento de quase 30% em relação a 2006, afirma o relatório.

 

Esses dois países e mais o Chile foram o destino de sete em cada dez dólares produtivos enviados à América Latina e ao Caribe no ano passado, quando a região bateu recorde de recepção de recursos: US$ 126 bilhões recebidos, um aumento de 36% em relação a 2006.

 

Excluindo-se os centros financeiros offshore, o aumento do investimento produtivo foi até maior: 53%, para US$ 105 bilhões, diz a Unctad.

 

No Relatório sobre os Investimentos no Mundo (WIR, na sigla em inglês), os economistas da Unctad situam o aumento dos investimentos no Brasil e na América Latina no contexto de uma busca por recursos naturais que coloca tanto governos como empresas privadas competindo pelo controle das mesmas reservas.

 

Os altos preços das commodities — o barril do petróleo oscilou nos últimos dias entre US$ 100 e US$ 120, por exemplo — continuou tornando atraentes os investimentos, mesmo diante de um cenário em que governos adotam medidas para elevar seu controle sobre o setor primário.

 

Apenas na Venezuela, na Bolívia e no Equador, a entrada de investimentos externos foi muito pequena ou negativa, no que a Unctad interpretou como decorrência das restrições ou incertezas em relação às operações de empresas privadas nesses países.

 

Na região como um todo, o ambiente de negócios é mais propício aos investimentos externos no setor de mineração, mais aberto à concorrência, do que de petróleo e gás, em que companhias estatais dominam o cenário, segundo o relatório.

 

Outro aspecto destacado no relatório foram os investimentos realizados por países latino-americanos, sobretudo Brasil e México, em outras nações.

 

Excluindo-se os centros financeiros, o total desta rubrica caiu 43% no ano passado — para US$ 24 bilhões — mas apenas porque voltou a patamares que a Unctad descreveu como "normais".

 

É que, no ano retrasado, a compra da mineradora Inco pela Vale do Rio Doce (CVRD), no valor de US$ 17 bilhões, havia elevado os investimentos externos a patamares considerados "extraordinários".

 

Ainda assim, os números de investimento de companhias latino-americanas fora de seus países são maiores do que nos anos anteriores.

 

O Brasil, por exemplo, investiu US$ 7 bilhões no exterior em 2007, o equivalente a quase três vezes a média anual de US$ 2,5 bilhões registrada entre 2000 e 2005.

 

Já as empresas mexicanas investiram no ano passado 43% a mais do que no retrasado: US$ 8,3 bilhões, de acordo com o relatório.

 

"De forma geral, os dados de investimentos diretos no exterior podem estar subestimando a velocidade da internacionalização das empresas latino-americanas", afirma a Unctad.

 

"Isso porque algumas aquisições importantes no exterior não foram registradas como investimentos nos balanços de pagamentos", acrescenta o relatório.

 

"As companhias latino-americanas, sobretudo do Brasil e do México, agora competem por liderança mundial em indústrias como petróleo e gás, mineração, cimento, aço, e alimentos e bebidas", diz a Unctad.

 

"Além disso, além das indústrias tradicionais, novas transnacionais estão aparecendo em setores como software, petroquímica e refino de biocombustíveis", completa o documento.

 

No mundo, os investimentos externos diretos também bateram recorde: chegaram a US$ 1,8 trilhão no ano passado.

 

Os países desenvolvidos abocanharam US$ 1,25 trilhão e os emergentes, US$ 500 bilhões.

 

Neste ano, entretanto, a Unctad diz esperar que a crise financeira comece a surtir efeitos sobre a economia mundial, reduzindo a atividade econômica e, portanto, os investimentos externos.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 23h54
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Dívida pública sobe 1,66% em agosto e atinge R$ 1,319 tri

 

O estoque total dívida pública federal, que abrange dos débitos internos e externos da União, registrou alta de 1,66% em agosto, atingindo R$ 1,319 trilhão.

 

Os dados foram divulgados na quarta-feira (24) pela Secretaria do Tesouro Nacional.

 

Em julho o indicador estava em R$ 1,298 trilhão.

 

A dívida interna teve seu estoque aumentado em 1,56%, passando de R$ 1,204 trilhão, em julho, para R$ 1,223 trilhão, em agosto.

 

A variação foi provocada pela emissão líquida de R$ 6,1 bilhões, e da apropriação de juros no valor de R$ 12,6 bilhões.

 

A parcela dos títulos prefixados — considerados melhores para o gerenciamento da dívida — subiu para 31,45% do total, ante 30,88% em julho.

 

Os papéis atrelados à Selic subiram para 39,82%, ante 39,66% no mês anterior, enquanto os corrigidos por índices de preços passou de 29,47% para 29,12%, entre julho e agosto.

 

A dívida cambial ficou negativa em 2,13%, ante 2,07% em julho.

 

A dívida pública externa também registrou aumento, de 3% no mês passado, totalizando R$ 96,3 bilhões (US$ 58,9 bilhões).

 

De acordo com o Tesouro, a ampliação deste tipo de dívida se justifica sobretudo pela desvalorização do real frente ao dólar.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 23h54
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