O outro lado da notícia - Por Osvaldo Bertolino



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Escrito por Osvaldo Bertolino às 21h54
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Chávez defende "uma nova época pós-Bretton Woods"

 

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu "uma nova época pós-Bretton Woods" para pôr fim às crises financeiras, como a atual, pela qual responsabilizou os Estados Unidos e o sistema capitalista.

"Acho que deveríamos buscar uma época, uma nova época pós-Bretton Woods", disse Chávez.

Sobre as conseqüências da crise financeira atual, o presidente venezuelano explicou que "exatamente no fim da Segunda Guerra Mundial os países poderosos do mundo impõem esse modelo de Bretton Woods e, por respeito, ou por temor dos Estados Unidos (...), deu-se a primazia do dólar para tudo o que é a economia internacional".

"E os Estados Unidos não souberam agir com responsabilidade perante o planeta, tendo esse poder nas mãos, a hegemonia do dólar. E o que fizeram? Emitir moeda e moeda, atrás de moeda, sem sustentação real na economia", enfatizou Chávez.

Ao término da Segunda Guerra Mundial, os acordos de Bretton Woods traçaram as linhas gerais do sistema financeiro internacional.

Chávez, segundo o qual "na Venezuela não temos esses problemas", afirmou que "a causa da crise é a irresponsabilidade do sistema capitalista" e criticou o plano de resgate do governo do presidente George W. Bush.

"Não acho que a crise se resolva dessa maneira", afirmou Chávez.

Ele disse que o sistema econômico não pode funcionar sem regulação, classificando como "uma farsa" a idéia da "mão invisível do mercado que tudo regula".

"Quando um sistema perde capacidade de regulação, deixa de ser um sistema", disse Chávez.

O presidente venezuelano defendeu o fim do "fundamentalismo de mercado", considerando que este é o momento de debater idéias.

Recordando uma conversa que manteve com o líder revolucionário cubano Fidel Castro, Chávez disse que concorda com ele que apesar da crise energética, alimentar, económica e financeira a maior das crises é a das "ideias".

"Vivam as ideologias, viva a política, a boa política", salientou, considerando que "o fim da política seria o fim do mundo".

"A política faz falta", acrescentou, ressaltando a necessidade de cada vez mais existirem "líderes verdadeiramente políticos, povos e sociedade politizadas", porque isso significa que estão "conscientes da realidade".

Chávez também falou das relações de seu país com o mundo.

"Queremos ser um amigo do mundo, de todo o mundo. Respeitamos qualquer concepção política, ideológica, étnica ou religiosa e só esperamos que nos respeitem. Para que respeitem a dignidade da nossa pátria somos radicais", disse.

E fez uma breve reflexão sobre os caminhos a seguir. 

Para ele, o socialismo, por si só, "não é a solução para o fracasso do capitalismo".

"É necessário um equilíbrio geo-estratégico mundial. Há novos pólos que estão nascendo e se desenvolvendo. A China, a Rússia, o Brasil, a América do Sul e a Europa do Sul. Estamos (a Venezuela) cavalgando a onda dos acontecimentos mundiais e esta é a oportunidade para afastar aqueles que desejam um mundo unipolar", afirmou Chavez.

O presidente venezuelano também comentou a realização de exercícios navais militares conjuntos com a Rússia, sublinhando que não se trata de uma provocação aos Estados Unidos.

"É no mar do Caribe e esse mar não pertence aos Estados Unidos, exceto uma parcela da região, em Porto Rico", disse Chávez, destacando que a Venezuela já efetuou idênticas manobras com as marinhas da Holanda, Brasil e Argentina.

Ele também disse que concordou com o presidente francês Nicolai Sarkozy sobre a convocação de uma reunião internacional, "mas que não fique no grupo dos oito (G-8, os países mais industrializados do mundo mais a Rússia)".

"O Sul não existe? A África não existe? A América Latina não existe?", questionou Chávez.

"Queremos a paz. Quem quer a guerra são os outros", disse, recorrendo aos ideais de Simon Bolívar.

"O equilíbrio do universo faz-se através da amizade", afimou, citando Bolívar.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h55
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Orlando Silva apóia "movimentação" de petistas no RJ

O ministro do Esporte, Orlando Silva, se disse satisfeito com a "movimentação" de alguns petistas em favor da candidata do PCdoB à Prefeitura do Rio, Jandira Feghali, já no primeiro turno.

Apesar de o PT ter candidato próprio, o deputado estadual Alessandro Molon, o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, e o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Faria, estudam uma forma de manifestar apoio à candidata, para tentar levar um partido de esquerda ao segundo turno.

Para evitar um confronto direto com Molon, o ministro e o prefeito discutiram uma declaração genérica, pregando um "voto progressista" no candidato "com mais chance de vitória".

A última pesquisa do Ibope apontou 9% para Jandira, e 4% para Molon.

"Nós do PCdoB acompanhamos com interesse a movimentação de setores do PT porque vemos uma preocupação de não ter ninguém da esquerda no segundo turno. No Rio, ficou um mal estar porque todos sabem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva queria a candidatura da Jandira numa união da esquerda", afirmou Orlando Silva, que tirou férias para rodar o país em campanha.

Nos últimos dias, o ministro e o prefeito têm manifestado preocupação com a possibilidade de o segundo turno ser disputado no Rio entre o líder das pesquisas, Eduardo Paes, do PMDB, e o candidato do PRB, Marcelo Crivella, ou o do PV, Fernando Gabeira, em coligação com o PSDB.

Lindberg tem o PCdoB entre os partidos de sua coligação e já contou com a ajuda de Jandira na campanha em Nova Iguaçu.

Ela gravou depoimentos para o programa dele.

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A mais recente notícia negativa das eleições no Rio de Janeiro é a subida de Gabeira.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h55
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Cuba e Brasil ampliam cooperação em dez setores

Cuba e Brasil ampliaram sua cooperação em dez setores econômicos, com a conclusão em Havana de uma reunião bilateral que examinou a colaboração até o ano de 2009.

O Brasil se tornou o segundo maior parceiro comercial latino-americano de Cuba, atrás da Venezuela, com um intercâmbio que superou 450 milhões de dólares em 2007, segundo dados oficiais.

"Estamos buscando novas idéias, novos campos onde possamos cooperar", disse Andréia C. Regueira, coordenadora para a colaboração técnica entre países "em desenvolvimento" e chefe da delegação do Brasil que foi a Havana.

Brasil e Cuba reforçaram sua assistência nos setores de agricultura, pesca, aquicultura, mineração, recursos hídricos, saúde, tecnologia da informação e meio ambiente, entre outros, segundo a agência de noticias Prensa Latina.

"Nossos projetos são sempre de capacitação, têm a ver com a formação de recursos humanos, sem nenhum objetivo comercial", disse Regueira.

Orlando Requeijo, vice-ministro cubano para Investimentos Estrangeiros e Colaboração Econômica, disse que foram firmados também convênios para as áreas bancária, geológica e de produção de soja.

Especialmente na geologia, o vice-ministro Requeijo salientou "o trabalho muito exitoso que já completa dez anos".

Em janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Cuba e firmou convênios de cooperação agrícola, farmacêutica e energética, entre outros.

Em agosto, depois dos furacões Gustav e Ike, o governo brasileiro foi um dos primeiros a oferecer ajuda humanitária a Cuba, com 15 toneladas de alimentos.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h54
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Mulher assume direção de jornal fundado por Gramsci

Concita de Gregorio, que ficou famosa à frente do jornal La Repubblica, assumiu a direção do mítico jornal do Partido Comunista Italiano, o L'Unità, fundado pelo filósofo Antonio Gramsci em 1924.

É a primeira mulher a assumir o posto na Itália.

"Vivemos no eterno presente, sem memória e sem perspectivas. Só pensamos em nós mesmos", afirmou ela ao jornal espanhol El Mundo.

"É um problema estrutural. Temos medo: do outro, de perder, de não sermos fortes. E o medo transformou-se numa indústria. Esse é o nosso consenso: o medo", afirmou Concita.

A esquerda também não está confortável no mundo real, afirmou, por que "está mudando de era, passando pela fase pós-ideológica, tentando entender a realidade".

Segundo ela, a esquerda está há 30 anos numa "jaula ideológica, opinando sobre qualquer coisa, seja o que for, com preconceitos e de orelhas tapadas".

Talvez tenha sido por isso que Concita de Gregorio aceitou a proposta de Renato Soru, fundador da Tiscali, uma operadora de Internet, e governador da Sardenha, para dirigir o L'Unità, especula o jornal espanhol.

De Soru, um dos homens mais ricos do mundo segundo a revista norte-americana Forbes, diz ser um "empreendedor muito moral, fora de moda e pouco falador, um anti-italiano".

A jornalista de 43 anos afirma que não aceitou o cargo "para fazer carreira, nem pelo dinheiro, nem para gritar", mas "para baixar o tom de voz, para falar das coisas reais, e para tentar explicar onde está a substância e onde estão os truques".

"Já chega de opinião, agora precisamos de fatos", escreveu Concita de Gregorio no seu primeiro editorial do L'Unità.

A escolha da jornalista para dirigir o diário foi uma surpresa para muitos italianos, pouco habituados a ver mulheres em posições de comando.

"Aposto que agora vamos ver muitas receitas simples para mães trabalhadoras, e conselhos sobre como se comportarem como prostitutas quando os maridos chegarem em casa", escreveu no diário de direita Il Giornale o italiano Paolo Guzzanti, um colunista e jurista conservador.

Sobre os rumos do jornal, Concita de Gregorio garante que "vai ser diferente" porque é preciso "indicar caminhos", "outras vias", que permitam chegar a "outros mundos possíveis".

Ela também disse que aposta no jornal impresso. 

"Os jornais são objetos insubstituíveis, cuja lentidão é uma garantia para se dizer a palavra justa e profunda, um antídoto para este tempo veloz em que a objetividade está morta", pregou.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h54
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Portugal e Venezuela celebram acordos de cooperação

Portugal e Venezuela assinaram no sábado (27) acordos de cooperação para o desenvolvimento conjunto de projetos na área da eletricidade, numa cerimônia presidida pelo primeiro-ministro português, José Sócrates, e pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O primeiro memorando, de carácter institucional, diz respeito aos mecanismos de entendimento entre os dois países ao nível da cooperação de bens e equipamentos do setor eléctrico.

Depois, também na área da energia, foram fechados mais seis memorandos de carácter empresarial, envolvendo a Corporação Elétrica Nacional da Venezuela e as empresas portuguesas EDP, Efacec, Janz, Instituto de Soldadura e Qualidade, Cabelte e Electricidade Industrial Portuguesa.

Na cerimónia presidida por Sócrates e Chavez, os acordos mais importantes entre os dois países dizem respeito à venda de um milhão de computadores Magalhães e à construção de 50 mil unidades de habitação social na Venezuela.

Deste um milhão de computadores, 500 mil serão montados numa segunda fase na Venezuela.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h53
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Rússia planeja atualizar seu sistema nuclear

O presidente russo, Dmitri Medvedev, anunciou planos de atualizar seu sistema nuclear até 2020, o que incluiria um sistema de defesa espacial e novos submarinos nucleares.

"É necessário garantir um sistema de dissuasão nuclear para várias circunstâncias políticas e militares, até 2020", disse Medvedev a chefes militares russos, depois de um exercício militar em Orenburg, na região dos Urais.

"Planeja-se a construção em larga escala de novos tipos de navios de guerra, especialmente submarinos nucleares armados com mísseis cruzadores e submarinos multipropósito. Um sistema de defesa aéreo e espacial também será criado", disse Medvedev.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h53
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Lula, Correa, Chávez e Morales se reúnem em Manaus

O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse que na próxima terça-feira viajará a Manaus para se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros presidentes sul-americanos para discutir um projeto de interconexão viária na região.

O encontro foi convocado por Lula, que também convidou os presidentes boliviano, Evo Morales, e o venezuelano, Hugo Chávez, ressaltou Correa em seu programa semanal de rádio.

Correa explicou que a reunião servirá para analisar a extensão do projeto que chamou de "Eixo Multimodal Manta-Manaus", um plano de interconexão viário entre Brasil e Equador.

O projeto tenta unir a cidade portuária de Manos, no litoral do Equador, com a de Manaus, mediante a construção de estradas, aeroportos, portos e vias fluviais na bacia amazônica.

Correa reiterou que o projeto pode se estender em direção a Venezuela e Bolívia, para unir toda a região pela zona central da América do Sul.

A extensão do plano de interconexão transformaria Manaus em "um cruzamento de caminhos em nível regional", ressaltou Correa.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h53
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EUA punem Bolivia com suspensão de "benefícios tarifários"

Os Estados Unidos iniciaram no sábado (27) o processo para suspender os "benefícios tarifários" à Bolívia por sua "falta de cooperação contra o tráfico de drogas", uma medida que, previsivelmente, agravará a tensão bilateral.

Esse programa, conhecido como Lei de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas (ATPDEA, em inglês), permite a entrada de grande parte dos produtos bolivianos no maior mercado do mundo sem o pagamento de impostos alfandegários.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou a medida em uma declaração enviada à representante de Comércio Exterior norte-americana, Susan Schwab.

"As ações recentes da Administração de (Evo) Morales em relação à cooperação no combate contra os narcóticos não são as de um aliado, e não cumprem as normas deste programa", disse Schwab em comunicado.

O fim do programa e a alta das taxas alfandegárias não será imediato.

Após a publicação de um aviso no diário oficial dos Estados Unidos, será aberto um período de comentários públicos de 30 dias e, posteriormente, haverá uma audiência pública, cuja data ainda não foi determinada, informou Gretchen Hamel, uma porta-voz do escritório de Schwab.

Só então o presidente poderá suspender o programa, para o que não requer a autorização do Congresso, segundo Hamel.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h52
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Equador pode abrir processos contra dívidas ilegítimas

O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse que pode abrir processos internacionais contra dívidas externas ou empréstimos repletos de irregularidades.

"Contratamos uma firma de advocacia para analisar a possibilidade de ação legal em âmbito internacional", disse Correa.

No início da semana, Correa reviu um relatório que determina quais dívidas podem ser consideradas ilegítimas.

Correa explicou que as dívidas ilegítimas como créditos contratados por governos anteriores em termos injustos, que podem ainda estar manchados pela corrupção.

Correa reiterou sua promessa de limitar o pagamento de dívidas se seu governo enfrentar uma situação fiscal difícil e faltarem recursos para financiar programas sociais para os pobres.

"Em nosso discurso de campanha, sempre dissemos que vamos pagar as dívidas de acordo com as possibilidades de nosso país", disse Correa.

"Mas se essas possibilidades não existirem, vamos priorizar nossa dívida social", destacou.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h52
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Rússia propõe à ONU cúpula de segurança européia

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, sugeriu a realização de uma "cúpula pan-européia" para examinar a proposta de se criar um novo sistema de segurança coletiva na Europa.

"A atual arquitetura de segurança na Europa não passou nos testes de solidez nos acontecimentos recentes", afirmou o chanceler russo, em um discurso na Assembléia-Geral das Nações Unidas, referindo-se à crise georgiana.

Lavrov evocou a proposta do presidente russo, Dmitri Medvedev, sobre um tratado de segurança européia, sugerindo que seja submetida à análise "durante uma cúpula pan-européia".



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h51
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Paises ibero-americanos discutem maio ambiente no Paraguai

Representantes de vários países se reunirão neste domingo (28) em Assunção para o VIII Foro Ibero-americano de Ministros do Meio Ambiente.

De acordo com a organização, o foro será realizado em um hotel da capital paraguaia e se estenderá até a próxima terça-feira.

Qualidade ambiental, recursos hídricos, diversidade biológica e mudança climática serão os principais temas do encontro.

Estão confirmadas as presenças de delegações de Espanha, Portugal, Uruguai, Chile, Cuba, Colômbia, México, Panamá, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Guatemala, e Andorra.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h51
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Lula assina Acordo Ortográfico na ABL na segunda

O Portal Comunique-se informa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar quatro decretos de promulgação do Acordo Ortográfico dos Países de Língua Portuguesa na próxima segunda-feira (29/09), no Salão Nobre do Petit Trianon, na Academia Brasileira de Letras (ABL).

O evento está marcado no dia em que a morte de Machado de Assis completa 100 anos.

"Com esses atos, Machado de Assis será duplamente exaltado: de um lado, a Academia lhe rende a mais expressiva homenagem neste ano em que celebramos o centenário de sua morte com dezenas de realizações, entre as quais exposição sobre sua vida e obra já visitada por milhares de pessoas, na sua maioria estudantes. E de outro, a assinatura pelo presidente Lula dos decretos que promulgam o Acordo Ortográfico dos sete países lusófonos, ato que concretiza uma aspiração de Machado, no discurso de encerramento do ano acadêmico de 1897: A Academia buscará ser a guardiã de nosso idioma, fundado em suas legítimas fontes - o povo e os escritores, todos os falantes de língua portuguesa", comemorou o presidente da ABL, Cícero Sandroni.

Confirmaram presença os ministros Fernando Haddad (Educação), Juca Ferreira (Cultura), o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, além dos Embaixadores e Cônsules de Portugal, Angola e Moçambique.

O acadêmico Eduardo Portella será o orador oficial da solenidade.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h50
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Presidente da ABL diz que Brasil não tem liberdade de imprensa

Está no Portal Comunique-se

"No Brasil não existe liberdade de imprensa, existe liberdade de empresa", afirmou o presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Cícero Sandroni, no encerramento do seminário "Brasil, brasis – liberdade de expressão: base da democracia", realizado na sede da ABL na noite desta quinta-feira (25/09). Todos os debatedores defenderam a liberdade de imprensa, mas levantaram problemas que ela enfrenta para a sua plena consolidação no país.

Sandroni argumentou que nos seus 50 anos de jornalismo percebeu que, por causa de pressões dos conglomerados econômicos e do Estado, o jornalista não possui liberdade de expressar seu pensamento, mas apenas cumpre pautas que se alinhem com os interesses dos financiadores dos veículos de comunicação.

"Eu acho até natural que os meios de comunicação defendam os interesses dos grupos que os financiam, mas não é aquela liberdade de imprensa que gostaríamos que existisse", avaliou Sandroni.

Bucci critica influência da publicidade

A mesma linha de pensamento foi apresentada pelo ex-presidente da Radiobrás Eugênio Bucci. Ele criticou o poder exercido pela publicidade, principalmente dos governos, nos veículos de comunicação. Segundo Bucci, a verba de publicidade dos municípios, dos estados e da federação interfere na produção de conteúdo dos veículos, cerceando a liberdade de imprensa.

"O Estado é um dos maiores anunciantes do mercado brasileiro. Isso significa que nos veículos mais fracos a verba vinda do poder público é essencial para o seu funcionamento. Isso cria uma porta de influência, interferência e de pressão do poder público sobre a existência dos próprios veículos. Isso conspira contra os requisitos formais da liberdade de imprensa", alerta Bucci.

O controle dos veículos de comunicação pelo Estado é, para o ex-Ministro da Justiça Célio Borja, o maior obstáculo à liberdade de expressão. Segundo ele, ao influenciar a produção de informação, o poder torna a versão oficial dos fatos hegemônica no cenário nacional em detrimento das opiniões individuais.

"Hoje a repressão sobre os veículos e sobre as opiniões está muitíssimo limitada, mas a repressão não é a única forma de dominação dos veículos", afirmou Borja.

Jornalista deve usar crítica para lutar contra controle

Na opinião do ex-presidente da Radiobrás, para lutar contra esse controle é necessário que "os jornalistas exerçam a liberdade". Para tanto, os profissionais devem "olhar com desconfiança", não deixando serem cooptados pelo poder econômico, político e dos grupos de influência.

"A liberdade floresce mais na crítica que no aplauso", afirmou Bucci.

A cientista política, historiadora e jornalista Lucia Hippólito também prega a crítica como meio de alcançar a liberdade de imprensa. Ela afirma que o poder e o pensamento se relacionam mal, "porque o poder não aceita críticas e o pensamento é, em si, uma forma crítica de expressão".

Analfabetismo impede a liberdade de imprensa

O jornalista e professor universitário José Marques de Melo levantou outra barreira para o pleno exercício da liberdade de imprensa no país. Mesmo com a Constituição de 88, que propiciou "um dos momentos mais fecundos" da atividade dos meios de comunicação no País, a maior parte da população continua fora desse processo em "bolsões marginalizados da cultura letrada".

"Ao ingressar no século XXI, o Brasil sofre de um mal endêmico. Sua imprensa permanece restrita a uma fatia minoritária da sociedade. É reduzido o número de brasileiros que são leitores regulares de livros, revistas e jornais", analisou Melo.

O advogado Sérgio Bermudes lembrou que o direito à liberdade de imprensa está presente, assim como na Constituição Brasileira, na Declaração Universal dos Direitos Humanos. O documento, que completa seu 60º aniversário este ano, diz em seu artigo 19:

"Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão. Este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e procurar receber informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras".

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Também do Comunique-se:

Para Cícero Sandroni, Veja não tem liberdade editorial

Sérgio Matsuura

Nesta quinta-feira (26/09), durante o seminário "Brasil, brasis - liberdade de expressão: base da democracia", o presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Cícero Sandroni, criticou a influência de grupos econômicos nos veículos de comunicação. Como exemplo, citou a revista Veja, que, para Sandroni, não tem condições de exercer liberdade editorial.

"A publicidade da Veja é inteiramente de grupos multinacionais. Então, seria muito difícil para essa revista, mesmo se quisesse, ter uma orientação editorial diferente da opinião dos grupos multinacionais". A revista Veja foi procurada, mas preferiu não comentar as críticas.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h50
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Lupi defende imposto sindical

O ministro do Trabalho Carlos Lupi defendeu a manutenção do imposto sindical, correspondente a um dia de trabalho ao ano, aplicado no custeio das estruturas sindicais do país.

O fim do imposto sindical encontra defensores dentro e fora do governo, mas Lupi e seu partido, o PDT, estão fechados em favor do tributo.

Sobre a política trabalhista do governo federal, Lupi disse que o país cresce e gera cada vez mais empregos porque tem um presidente trabalhador.

De janeiro a agosto desse ano, segundo Lupi, foram criados 1.7 milhão de novos empregos no Brasil.

No mesmo período, nos Estados Unidos o mercado de trabalho teve retração de 8 mil vagas.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h50
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Fórum Econômico Mundial elogia "emergentes"

O crescimento econômico dos países "emergentes" parece menos suscetível à desaceleração nos Estados Unidos, mas ainda há riscos, avalia um relatório do Fórum Econômico Mundial.

A entidade afirma que os dois maiores "emergentes" do mundo, a China e a Índia, têm registrado forte avanço no consumo doméstico, além de melhora da produtividade e diversificação dos parceiros comerciais.

O relatório cita a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), de que o crescimento seguirá robusto para quase todos os emergentes.

A China e a Índia devem registrar aumento de 10% e 8%, respectivamente, do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009.

A inflação, que atingiu dois dígitos em diversos países em desenvolvimento ao longo deste ano, tende a recuar em conseqüência da redução do preço das matérias-primas (commodities), avalia o Fórum.

No entanto, mesmo com a retração, os preços dos alimentos e da energia permanecem muito mais elevados do que há um ano e meio.

"Como os alimentos respondem por 30% a 40% ou mais da cesta de consumo em muitos países emergentes, contra 15% nas economias do G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo, formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Canadá, Itália, França e Reino Unido), a alta dos preços tem um efeito adverso grande sobre a população de baixa renda e pode permanecer como fonte de risco não só econômico como político", afirma o documento.

Apesar de menos dependentes, os "emergentes" ainda respondem por boa parte das importações dos Estados Unidos.

A maior economia do mundo importa cerca de US$ 2 trilhões, sendo que 40% desse valor sai da Ásia, principalmente da China.

"Se uma desaceleração significativa ocorrer nos EUA, ou como parece mais provável agora na Europa, alguns setores emergentes serão afetados", afirma o relatório.

As mudanças econômicas dos últimos anos fizeram surgir uma "classe média global", cujo poder de compra será responsável pela condução do crescimento mundial, constatou o relatório.

Segundo a entidade, o poder está mudando para as economias que possuem classe "média crescente", definida pelas pessoas que ganham entre US$ 6 mil e US$ 30 mil por ano.

"Essa classe média global resultará na mudança de dieta e de hábitos de milhões de pessoas, além da procura por melhor moradia e educação, com a adoção de tecnologias e serviços financeiros mais sofisticados", diz o relatório.

Segundo a entidade, muitas dessas populações de "classe média" estão localizadas em cidades grandes e com rápido processo de expansão.

"Elas fazem parte da maior mudança para as áreas urbanas desde a Revolução Industrial (em meados do século 18)", avalia o documento.

Para o Fórum, a crise de crédito, a perspectiva de menor crescimento nos países desenvolvidos e os riscos gerados pela inflação trazem muita incerteza para a economia global no curto prazo.

Com isso, as mudanças na regulação financeira que virão como conseqüência da crise nos Estados Unidos devem evitar novas pressões sobre o setor bancário, avalia o Fórum Econômico Mundial.

Para a entidade, há risco de aumento dos custos e queda de competitividade e inovação para as instituições financeiras.

O Fórum lembra que as baixas contábeis anunciadas pelos bancos já somam US$ 500 bilhões desde o início de 2007.

"A extensão da crise de crédito e a persistência da falta de confiança entre os bancos não tem precedentes", afirma o relatório.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h49
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FMI diz que mais países podem ter operações de salvamento

O número dois do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky, afirmou que existe uma chance de que outros países se vejam obrigados a organizar, nos próximos meses, operações de salvamento bancário semelhantes à empreendida por Washington para evitar uma quebra geral em Wall Street.

"As discussões sobre o plano de compra dos ativos podres colocou em evidência as inúmeras opções difíceis que deverão ser feitas para que um projeto como este tenha êxito. É possível que os governantes de outros países desenvolvidos tenham que enfrentar desafios semelhantes nos próximos meses", disse Lipsky.

"A realidade da globalização financeira implica que intervenções políticas, incluindo as questões mais a longo prazo como a reforma da regulamentação e dos controles, sejam mais coerentes e compatíveis internacionalmente para que funcionem", acrescentou.



Escrito por Osvaldo Bertolino às 00h47
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